Emprego

Empregadores vão contratar mais no segundo trimestre

Restauração e hotelaria foi o setor mais beneficiado

A projeção para a criação líquida de emprego situa-se nos 10%, de acordo com o inquérito trimestral da empresa especializada em recursos humanos,

Os empregadores portugueses irão continuar a contratar no segundo trimestre deste ano, designadamente nas grandes empresas do setor das finanças, seguros, imobiliário e serviços.

Esta é a principal conclusão para Portugal do “ManpowerGroup Employment Outlook Survey” realizado trimestralmente por esta empresa especializada em recursos humanos a cerca de 59 mil empregadores de 43 países.

De acordo com este inquérito, a projeção para a criação líquida de emprego situa-se nos 10%, com 12% dos empregadores portugueses de nove setores de atividade a prever um aumento de contratações, 81% a considerar que não haverá alterações e apenas 2% a antecipar uma redução.

“Quando comparado com as projeções para o último trimestre, a criação de emprego vai crescer ao dobro da velocidade, e a sazonalidade explica a mudança nos setores que esperam criar mais empregos. De igual modo, é extremamente interessante observar que as grandes empresas são as que mais vão contribuir para o crescimento da criação de emprego líquida, o que pode ser observado como um sinal de confiança no mercado português” conclui Nuno Gameiro, Country Manager da ManpowerGroup Portugal.

“A melhoria mais significativa é antecipada em finanças, seguros, imobiliário e serviços, setor no qual a projeção para a criação líquida de emprego é de 19%”, destaca a empresa no comunicado enviado à comunicação social, salientando ainda que nos setores da restauração e hotelaria e da agricultura, florestas e pescas “é projetada uma subida de 16% e 15%, respetivamente”.

Já no setor do comércio grossista e retalhista os empregadores reportam perspetivas de contratação “com valores assinaláveis, de 13% e no setor da Construção 12%”.

As perspetivas de recrutamento mais moderadas surgem dos setores da Indústria e Público com 2% e 4%, respetivamente.

Em comparação com os resultados do inquérito anterior, a empresa refere que “as intenções de contratação melhoram em sete dos nove setores”.

Os empregadores do setor das finanças, seguros, imobiliário e serviços antecipam “um aumento significativo de 18 pontos percentuais, enquanto a projeção para o setor de fornecimento de eletricidade, gás e água é de uma melhoria de 12 pontos”.

Na construção a previsão é de um acréscimo de 10 pontos, na agricultura, florestas e pescas é de oito e no comércio grossista e retalhista é de sete.

Em sentido contrário, as perspetivas de contratação são inferiores em dois setores, com destaque para o setor dos transportes, logística e comunicações que perde quatro pontos percentuais.

Os resultados do inquérito por regiões permitem concluir que a contratação irá continuar “em terreno positivo nas três grandes regiões do país”, com destaque para os empregadores da região Sul, que antecipam uma criação líquida de emprego de 12%, mais um ponto percentual do que no anterior trimestre.

No norte, a previsão é 10% (mais sete pontos percentuais do que no inquérito anterior) e no Centro de 9% (mais seis pontos).

Em relação à dimensão das empresas, o inquérito concluiu que a massa salarial deverá aumentar nas quatro categorias.

Nas grandes e nas médias empresas, as projeções para a criação líquida de emprego apontam para um crescimento sustentado de 18% e de 15%, respetivamente.

Já nas pequenas empresas, o aumento “será ligeiramente mais moderado”, com um crescimento previsto de 9%, e “significativamente mais baixo nas microempresas, embora positivo, com uma projeção para a criação líquida de emprego de 4%”.

A nível global, as conclusões apontam para que, em 39 dos 43 países participantes, a contratação neste segundo trimestre prossiga em terreno positivo.

As perspetivas de contratação mais fortes estão em Taiwan (+24%), Japão (+23%), Eslovénia (+22%) e Índia (+18%).

Em sentido contrário, as piores perspetivas surgem do Brasil (-4%), Itália (-2%), Bélgica (0%) e Suíça (0%).

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