Emprego

Emprego: Esta Europa não é para novos?

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Número de pessoas empregadas na União Europeia nunca foi tão alto, mas continua a faltar espaço para integrar os mais novos no mercado de trabalho.

Os mais recentes números apresentados pela Comissão Europeia provam que a Europa conseguiu sobreviver à crise e que já quase a esqueceu por completo. A quantidade de pessoas empregadas nunca foi tão alto e o número de pessoas sem trabalho está em níveis equivalentes aos de 2008, ano em que o mundo sucumbiu aos efeitos da crise financeira mundial.

“Com mais de 234 milhões de pessoas empregadas, o emprego na UE nunca registou valores tão elevados (…). Desde 2013, foram criados 10 milhões de postos de trabalho na UE”, especifica a Comissão Europeia através de um comunicado.

No entanto, nem tudo são boas notícias. A geração que cresceu e se formou durante os anos da crise continua com dificuldades em encontrar lugar no mercado laboral. À espera delas continuam “formas atípicas de emprego, incluindo os contratos temporários, que são suscetíveis de baixar a sua proteção social”.

A Comissão Europeia identifica esta realidade como um problema “intergeracional” que coloca os mais jovens numa posição desfavorável face aos seus antecessores, vendo os rendimentos do trabalho “a diminuir ao longo do tempo”, fator esse que é suficiente para influenciar decisões capitais como “constituir família, ter filhos e comprar casa”.

A estes fatores acresce ainda outra dor de cabeça para a Europa tratar: A camada de população ativa, cujas previsões apontam “para um decréscimo anual de 0,3%”. “Isto significa que a atual trajetória de crescimento terá de ser assegurada por uma mão-de-obra menos numerosa. Significa também que os sistemas de pensões serão alimentados por um menor número de contribuintes, (…), enquanto haverá mais pensionistas a depender dessas contribuições”, explica ainda a Comissão Europeia.

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