Emprego público sobe 0,9% com contratações da saúde e oficinas da CP

No final de junho, a máquina do Estado e das administrações locais tinha novamente mais de 700 mil ao serviço. Já não acontecia há oito anos.

As contratações da saúde devido à pandemia, a integração da EMEF na CP, a vinculação de precários no IEFP, assim como a finalização de concursos para novos inspetores do Trabalho, fizeram crescer o emprego público em 0,9% no primeiro semestre deste ano, revela uma nova síntese estatística da Direção-Geral da Administração e Emprego Público (DGAEP) publicada esta quinta-feira.

Estado, administrações locais e regionais tinham no final de junho um número de funcionários acima dos 700 mil pela primeira vez em oito anos. Desde 2012 que o número de trabalhadores das administrações públicas não estava a este nível.

No total, o emprego público abrange agora 705 212 pessoas, mais 6576 ou 0,9% que no final do último ano, e mais 15 015 ou mais 2,2% que no final de junho do ano passado.

O aumento da primeira metade do ano resulta, essencialmente, de contratações no Estado, com as administrações regionais e locais a ganharem apenas mais 624 trabalhadores – a maioria dos quais para as autarquias.

A nota da DGAEP destaca que o aumento semestral é justificado sobretudo com o sector empresarial do Estado, com mais 4559 trabalhadores, três quartos dos quais no Serviços Nacional de Saúde. São sobretudo enfermeiros, médicos e técnicos de diagnóstico e terapêutica. Mas, a subida também resulta da incorporação dos trabalhadores da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário na CP. Juntam-se a estes trabalhadores os novos inspetores da ACT e precários integrados no IEFP – ao todo, 559.

Além disso, “o aumento de postos de trabalho nas instituições sem fim lucrativo da administração central ficou a dever-se sobretudo à integração da Escola Nacional de Bombeiros no universo das administrações públicas”, reflete ainda a síntese.

Em sentido contrário, a Defesa perdeu 705 trabalhadores.

Salários sobem 2,9%

Os dados desta quinta-feira dão também conta da evolução das remunerações dos funcionários públicos. Após a valorização em 0,3% da generalidade de remunerações este ano, aumentos em dez euros nos salários mais baixos, aumento do subsídio de refeição e regresso à produção de efeitos da contabilização de tempo de serviço nas progressões, o salário público médio crescia em junho 2,9%, por comparação com o mesmo período do ano passado. Está agora nos 1782, 80 euros.

Segundo a DGAEP, o incremento reflete a subida no salário base, com redução da importância dos complementos. A remuneração-base média nas administrações públicas subiu 3,3%, em termos homólogos, para os 1532,7 euros.

Atualizado às 19h42

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