Emprego recua em agosto após seis meses consecutivos de subidas

Taxa de desemprego ficou em 6,4%.

Após seis meses de subidas mensais consecutivas, o nível de emprego recuou em agosto ligeiramente, com uma quebra de 0,6% face ao mês anterior, de acordo com estimativas divulgadas nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

Segundo o INE, em agosto havia 4 798,9 mil pessoas empregadas, menos 27,8 mil que as contabilizadas em julho.

Já na comparação com agosto de 2020, o emprego mantém uma subida de 3,8%, com mais 176,7 mil pessoas empregadas que há um ano.

A taxa de emprego ficou no último mês em 62,5%, recuando quatro décimas face aos dados de julho, mas mantendo-se 2,2 pontos percentuais acima da de agosto do ano passado.

A descida na taxa de emprego ocorre num mês de recuo na população ativa, com aumento no número de desencorajados da procura de trabalho e descida no número de desempregados, segundo as estimativas.

A população desempregada desceu 4,1%, ou em 13,9 mil indivíduos no último mês, ficando em 325,9 mil pessoas. Face a um ano antes, havia em agosto menos 86,3 mil desempregados, menos 20,9%.

Frente a uma população ativa superior a 5,1 milhões de pessoas, a taxa de desemprego fica agora nos 6,4%, encolhendo duas décimas face a julho e 1,8 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2020. A taxa de desemprego jovem também desce, passando aos 22,6%.

Em agosto, o universo da população inativa - que vinha a descer desde janeiro - tornou a subir, com um incremento de 1,6% face ao mês anterior, representando mais 41 mil pessoas. Mantinha-se ainda 2,8% abaixo de um ano antes, com menos 73,5 mil pessoas.

Na bolsa de subutilização do trabalho, que inclui desempregados, part-timers à procura de horário completo, desencorajados e indivíduos temporariamente impedidos de procurar emprego, havia em agosto 667,8 mil pessoas, menos que as 675 mil pessoas de um ano antes. Apesar da descida global, aumentaram ligeiramente os inativos disponíveis mas que não procuram emprego (para 148,6 mil) e os trabalhadores a tempo parcial que não conseguiram ainda arranjar horário completo (para 163,3 mil pessoas).

A taxa de subutilização do trabalho ficou em agosto em 12,6%, inalterada face ao mês anterior, e 2,9 pontos percentuais baixo de um ano antes.

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