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Empresas vão reforçar medidas contra riscos cibernéticos

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87% dos gestores de risco nas empresas colocam a responsabilidade cibernética no top 10 dos riscos do seu negócio

As empresas vão implementar novas medidas contra o aumento da ameaça de ataques cibernéticos, de acordo com o relatório “2018 Cibersecurity Predictions”, elaborado pela Stroz Fiedberg.

De acordo com o relatório da empresa do Grupo Aon, 87% dos gestores de risco nas empresas colocam a responsabilidade cibernética no Top 10 dos riscos do seu negócio e por isso “vão adotar medidas contra riscos cibernéticos, ao mesmo tempo que as administrações vão despertar para a responsabilidade cibernéticas”.

“Em 2018 antecipamos uma maior exposição das empresas ao mundo digital devido a uma convergência de três tendências: primeiro, uma maior dependência das empresas em tecnologia; em segundo, a intensificação da regulação de proteção de dados e, em terceiro lugar, o aumento do valor dos ativos não tangíveis”, afirma Andreia Teixeira, especialista na área da cibersegurança da Aon em Portugal.

Andreia Teixeira defende que “uma maior exposição vai exigir das empresas uma resposta integrada da cibersegurança, alinhada com a cultura da empresa e com os quadros de gestão”.

“Os gestores têm de adotar uma abordagem coordenada, orientada pela administração, para gerir os riscos cibernéticos, permitindo melhorar a resposta e mitigar o impacto.”, acrescenta.

A especialista da Aon salienta que em 2017 assistiu-se a diferentes tipos de cyber ataques, desde os ataques de phishing que “influenciaram campanhas políticas”, ao ransomware que “afectaram sistemas operacionais a uma escala global”, passando pela “proliferação de ataques DDoS que condicionam a funcionalidade dos dispositivos.”

De acordo com o relatório, em 2018 “haverá mais regulação e mais complexa, que vai apelar à harmonização”, no âmbito da entrada em vigor em maio do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados Pessoais.

O relatório prevê ainda um “aumento de ciberataques em pequenas e médias empresas que prestam serviços a empresas globais”, a “ataques em larga escala para afetar o maior número de sistemas” e também um “aumento de ataques direcionados a empresas específicas, destinados a infetar ativos de alto valor”.

Os responsáveis do relatório consideram que “as organizações continuam a subestimar a vulnerabilidade e responsabilidade dos colaboradores nas falhas de segurança cibernética”.

“A falta de investimento em formação e em estratégias proativas de mitigação de risco do elemento humano, em conjunto com novas dinâmicas de trabalho, vão conduzir a um aumento de incidentes causados por colaboradores internos”, antevê ainda o relatório.

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