Jean-Claude Trichet

Empréstimos do BCE aos bancos nacionais sobem para 46 mil milhões

Juros devem continuar nos 1,5% em 2011
Juros devem continuar nos 1,5% em 2011

Os bancos comerciais da zona euro depositaram, na passada quinta-feira, no Banco Central Europeu (BCE) 151.097 milhões de euros, o valor mais alto desde Agosto de 2010.

O BCE remunera o dinheiro depositado diariamente pelos bancos da zona euro em 0,75%, muito abaixo dos 1,50% do preço oficial do dinheiro, o que confirma uma desconfiança crescente entre os bancos, que optam pela maior segurança do banco central de forma a obter um maior rendimento, em vez de emprestarem dinheiro entre si.

O Conselho de Governo do BCE reúne-se esta quinta-feira para discutir a política monetária da entidade e fixar as taxas de juro do euro, em relação ao que se prevê que o seu presidente, Jean-Claude Trichet, sugeria uma menor intervenção do banco central, em relação ao abrandamento das economias europeias.

Exposição da banca nacional ao BCE

Pelo
segundo mês consecutivo, a banca nacional aumentou a sua exposição ao
BCE, com o montante total a superar os 46 mil milhões de euros, pela
primeira vez desde Maio.

De Julho para Agosto, o total de
financiamento da banca junto do BCE aumentou em 1,79 mil milhões de
euros, 4,05%. Mas em relação a período homólogo, a evolução é de queda.
Os bancos lusos têm menos 3,1 mil milhões de euros, ou 6,3%, de
empréstimos junto do banco central.

O recorde foi atingido há um ano atrás, Agosto de 2010, quando a exposição ao BCE subiu para os 49,12 mil milhões de euros.

Trichet: “É absolutamente imperioso” reforçar a vigilância económica

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) considerou ser “absolutamente imperioso” reforçar a vigilância económica na Zona Euro.

Para Jean-Claude Trichet as legislações nacionais devem “permitir uma vigilância mais estreita das evoluções dos orçamentos nacionais” e devem ser adoptadas proximamente, sendo “absolutamente imperioso”, diz citado pela AFP.

O responsável do BCE considerou urgente a aplicação das decisões tomadas na cimeira de 21 de Julho sobre a ajuda à Grécia: “Lá existe igualmente a necessidade urgente e imperioso que o conjunto destas decisões sejam postas em prática”, disse perante o Institut Montaigne, em Paris, sobre os desafios que se apresentam à economia mundial após a falência do Lehman Brothers.

“O actual momento é extraordinariamente exigente e exige que as entidades nacionais europeias (…) estejam à altura das suas responsabilidades”, diz, citado pelo Expansión.

O responsável do BCE lembra que a discussão da reforma do Pacto de Estabilidade terminou e que a posição do Banco Central Europeu é de incorpore “o maior grau de automatismo” para fazer face ao incumprimento das regras.

“Estamos do lado do Parlamento” Europeu no que se refere “ao reforço da prevenção”, disse, considerando positivo que se tenha criado “um segundo pilar” de vigilância. “Nos próximo anos tudo vai depender do espírito com que se vão aplicar esses textos”, diz.

Trichet lembra que a instituição tinha-se oposto ao aliviar do Pacto de Estabilidade de 2005, a causa da posição dos três grandes motores europeus, Alemanha, França e Itália, que não queriam se submeter ao mesmo.

“A crise foi particularmente útil e reveladora” de que “a governação na zona Euro era totalmente essencial” e agora “não há nenhuma ambiguidade sobre esse ponto” e há “consenso” para reforçar o Pacto de Estabilidade.

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