Dívida

Endividamento da economia atinge novo recorde em abril

Dívida pública está nos 130,3%

O setor público foi responsável pelo aumento do endividamento da economia, que atingiu o máximo de sempre nos 727 mil milhões de euros, em abril.

O endividamento do setor não financeiro aumentou 2,6 mil milhões de euros em abril, face ao mês anterior, atingindo um valor recorde de 727 mil milhões de euros, anunciou o Banco de Portugal esta quarta-feira.

Do total da dívida, 326,1 mil milhões de euros pertencem ao setor público e 400,9 mil milhões de euros ao setor privado.

“Este aumento resultou do incremento de 2,8 mil milhões de euros no endividamento do setor público, que foi parcialmente compensado pela redução de 0,2 mil milhões de euros no endividamento do setor privado”, aplica o Banco de Portugal. “A subida do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no aumento do endividamento face ao setor não residente, ao setor financeiro e às próprias administrações públicas”, adianta.

Desde janeiro deste ano que o endividamento da economia tem vindo a aumentar. O Banco de Portugal anunciou em maio que a dívida total na ótica de Maastricht – a que conta para Bruxelas – estava em 250.387 milhões de euros no final do primeiro trimestre deste ano.

Contrastando com o recorde do nível de endividamento, o peso da dívida pública medido em percentagem do produto interno bruto (PIB) desceu para cerca de 120% no primeiro trimestre, o que equivale a uma redução homóloga superior a 5 pontos percentuais (p.p.), a segunda maior dos últimos 12 anos, pelo menos.

Apesar de a dívida ter registado um agravamento nominal de 1,8% até março, face a igual período de 2018, como a economia está a crescer mais, ocorre uma descida no rácio da dívida face ao PIB – um dos principais indicadores de avaliação do país em Bruxelas.

No setor privado, registou-se uma queda edução do endividamento das empresas face ao setor financeiro. “Esta redução foi parcialmente compensada pelo acréscimo do endividamento externo das empresas”, avança o supervisor.

Numa outra nota de informação estatística, o Banco de Portugal anunciou que “desde o início do ano, as administrações públicas financiaram-se no exterior e junto de residentes [exceto bancos], em 4,3 mil milhões de euros e 0,7 mil milhões de euros, respetivamente”.

Quanto ao financiamento das administrações públicas junto de bancos residentes foi de -3,3 mil milhões de euros.

O financiamento através de títulos foi de 7,4 mil milhões de euros, “valor que mais do que compensou o financiamento através de empréstimos líquidos de depósitos [-5,7 mil milhões de euros]”.

Entre o início do ano e o final de abril, o financiamento das administrações públicas foi de 1,7 mil milhões de euros, que compara com 1,8 mil milhões de euros em igual período passado.

Atualizada às 12H00 com mais informação do Banco de Portugal

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