Dívida

Endividamento das famílias atinge máximo de três anos

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A dívida dos particulares atingiu 140 mil milhões de euros em agosto, um aumento mensal de 171 milhões. Na base da subida está o crédito ao consumo.

O endividamento das famílias subiu em agosto para o valor mais alto dos últimos três anos. Dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal mostram que a dívida total de particulares ascendeu a 140 mil milhões de euros em agosto, um aumento mensal de 171 milhões de euros.

O aumento do recurso ao crédito ao consumo explica a subida deste endividamento. Os portugueses devem 42 mil milhões de euros em crédito ao consumo e outros fins. Trata-se do montante mais elevado desde junho de 2010, antes da crise de dívida europeia e do resgate financeiro do país.

O valor de dívida no crédito ao consumo representa um aumento de 173 milhões de euros face a julho deste ano. Já a dívida total dos particulares no crédito à habitação desceu em agosto em dois milhões de euros para 97.968 milhões de euros. Os portugueses têm vindo a amortizar empréstimos à habitação e alguns contratos também chegaram ao fim do seu prazo.

No total, o endividamento da economia – setor público e privado, excluindo o setor financeiro – aumentou em 400 milhões de euros em agosto, face ao mês anterior, fixando-se em 724 mil milhões de euros. A subida deveu-se ao maior endividamento do setor público, que é responsável por 319,8 mil milhões de euros, cabendo ao setor privado um montante de 404,2 mil milhões.

Face ao mês de agosto de 2018, o endividamento da economia subiu 1.417 milhões de euros.

No caso das empresas privadas, o seu endividamento caiu 200 milhões de euros em agosto.

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