Endividamento das PME dispara com a pandemia

Efeitos da pandemia e das moratórias faz-se sentido no agravamento das dívidas das empresas à banca

O endividamento das pequenas e médias empresas está a disparar com a pandemia. Em fevereiro, o valor em dívida destas empresas à banca subiu 11,8%, em termos anuais, o ritmo mais acelerado desde 2008, ano do início da série estatística do Banco de Portugal.

A notícia é avançada pelo jornal de Negócios, que lembra que muitas PME se têm visto obrigadas a recorrer a empréstimos para manterem a atividade, ou a aderir a medidas de apoio do Governo, designadamente às moratórias bancárias, o que é visível pelos dados do Banco de Portugal: o endividamento total das empresas está a crescer a um ritmo de 1,8% ao ano, um valor que engloba todo o tipo de dívidas, incluindo a fornecedores.

Mas se analisarmos apenas as dívidas das empresas para com a banca, a subida é bem mais acentuada, acima dos 5%. As grandes empresas continuam a reduzir dívida, com o seu endividamento total a cair 8,3% e 5,9% na parcela referente unicamente à banca.

Em contrapartida, os dados do BdP mostram uma subida muito acentuada do ritmo de endividamento das PME a partir de abril de 2020. Desde julho do ano passado que estas empresas evidenciam um ritmo de subida acima dos 10%. Comércio, alojamento e restauração são os setores que mais aumentaram o endividamento, com uma subida, em termos anuais, de 12,5%, o que não admira dado que se trata dos mais prejudicados pelo confinamento. Na industria o crescimento é de quase 10% e no segmento imobiliário ultrapassa os 5%.

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