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Energia. Biomassa e fotovoltaica com novos máximos históricos

Foto: Rui Oliveira / Global Imagens
Foto: Rui Oliveira / Global Imagens

Em janeiro, a produção de eletricidade através de biomassa atingiu os 415 megawatts; na fotovoltaica chegou aos 568 megawatts

A produção de eletricidade através de biomassa e a produção fotovoltaica atingiram novos máximos históricos em fevereiro, anunciou a REN. Neste mês, a produção de energia através de biomassa atingiu a “potência máxima mais elevada de sempre”, com 415 megawatts (MW), enquanto a produção fotovoltaica vai atingindo valores superiores “à medida que novos parques vão entrando em funcionamento”. A potência máxima das instalações fotovoltaicas em Portugal atingiu em fevereiro os 568 MW, que passou a ser o valor máximo registado no sistema nacional.

Já no consumo, em fevereiro a variação homóloga foi de 0,3%. No entanto, há que ter em conta que 2020 é um ano bissexto. Corrigindo esse efeito, a “evolução seria negativa”, refere a REN, que lembra que as “temperaturas registadas, muito acima dos valores normais para este mês, levaram a evolução corrigida de temperatura e número de dias úteis para 1,4%”. No final de fevereiro, a evolução anual situa-se em 0,6%, ou 2,1% com correção de temperatura e dias úteis.

O mês de fevereiro ficou, também, marcado por baixos níveis de chuva, pelo que o índice de produtibilidade hidroelétrica se situou em 0,84 (média histórica igual a 1). Na produção eólica, as condições foram “particularmente negativas”: o índice foi de 0,63 (média histórica igual a 1), “o mais baixo de sempre para o mês de fevereiro” desde que há registo da REN, ou seja, desde 2001.

Ainda assim, 66% do consumo nacional foi abastecido por energias renováveis. A produção não renovável cobriu 31% e os restantes 3% foram abastecidos com recurso a energia importada.

No acumulado do ano, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 0,92 (média histórica igual a 1), enquanto o de produtibilidade eólica registou 0,81 (média histórica igual a 1).

Neste período a produção renovável abasteceu 67% do consumo, com a hidroelétrica a pesar 38% no total do consumo, a eólica 23%, a biomassa 5,7% e a fotovoltaica com 1,6%. A produção não renovável abasteceu 33% do consumo, sendo 31% referentes ao gás natural. O carvão “mantém-se com uma utilização residual”. O saldo para os dois primeiros meses do ano foi exportador equivalendo a cerca de 4% do consumo nacional.

O consumo nacional de gás natural avançou 15,1%, em fevereiro, impulsionado pelo segmento do mercado de energia elétrica que cresceu 87% devido à competitividade da produção a gás natural face à produção a carvão. Em sentido contrário e apesar do ano bissexto, o segmento convencional registou uma quebra homóloga de 4,1% afetado pelas temperaturas acima dos valores médios que se fizeram sentir. No conjunto dos dois primeiros meses do ano, o consumo de gás natural regista um aumento de 16,5% resultado de um crescimento de 73% no mercado elétrico e de uma contração de 1,8% no mercado convencional.

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