Ensino Superior. Propinas sobem em setembro

Propina máxima vai passar de 1063 euros para 1068 euros enquanto a propina mínima vai dar um salto de 5%, para 689 euros. Culpa da inflação.

As propinas das licenciaturas e mestrados integrados das universidades e politécnicos públicos vão subir em setembro, isto apesar de Portugal ser hoje um dos poucos países europeus que cobra pela frequência do ensino superior.

Segundo avança o "Diário Económico", a propina máxima vai passar de 1063 euros para 1068 euros enquanto a propina mínima vai dar um salto de 5% de um ano para o outro, passando de 656,5 euros para 689 euros. Culpa da inflação.

Apesar de existir a figura da "propina mínima", a verdade é que são poucas as instituições que a praticam, com a maioria das universidades e politécnicos a impor a propina máxima, ou perto disso, aos seus alunos - isto apesar do reduzido número de bolsas que são disponibilizadas aos alunos carenciados.

Na Europa, a Alemanha, Chipre, Dinamarca, Grécia, Malta, Finlândia, Suécia, Reino Unido, Noruega ou Turquia são alguns exemplos de países que não cobram qualquer valor pela frequência do ensino universitário.

O acesso - ou dificuldade de - ao ensino superior tem sido apontado por várias instituições como um dos maiores fatores geradores de desigualdades sociais. E Portugal é um dos países onde os rendimentos de cada família são dos mais baixos da Europa.

A cobrança de propinas em Portugal é um legado de Aníbal Cavaco Silva e o seu valor passou a estar indexado à inflação desde 2003, com Durão Barroso.

A maioria das universidades conta com balcões bancários a promover várias soluções de créditos a estudantes.

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