Entrevista. Pedro Cosme: “Saída do euro é inevitável”

Pedro Cosme da FEP
Pedro Cosme da FEP

“A saída do euro é inevitável”, afirmou Pedro Cosme, ontem na
conferência organizada pelo Núcleo de Investigação em Finanças Públicas e
Política Monetária (NIFIP) da Faculdade de Economia do Porto (FEP).

A explicação que avança para esta inevitabilidade é o valor dos
salários, “para nos mantermos na zona euro os salários têm que descer
muito e não estamos preparados para tal, porque as pessoas não
aceitariam uma descida de salários na ordem dos 20 a 25%, que era o
necessário”.

Portugal “aumentou muito os salários na década de 2000 por isso
desequilibrou a economia, para voltar a equilibrar teria que repor os
salários nos valores de 2000, ou seja menos 20 a 25%”, frisou.

Nesse sentido defende que sair do euro “é mais fácil, porque as pessoas são menos sensíveis aos ajustes provocados pela desvalorização da moeda”, disse Pedro Cosme.

Para o economista nem vale a pena pensar se é bom ou mau sair do euro, “é uma inevitabilidade, não temos condições para nos manter, a discussão do bom ou mau deveria ter sido feita há dez anos, e quais as políticas a seguir”.

Pedro Cosme sublinha que “é importante dizer que sair do euro não vai ser uma catástrofe, pode ser simples e controlado”, iremos “ter menos poder de compra, vamos ter que desvalorizar a moeda, mas só há duas soluções ou baixar salários ou abandonar o euro”.

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