Imobiliário

ERA está a contratar 500 novos colaboradores em Portugal

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Empresa vendeu mais de 2300 imóveis nos primeiros três meses e faturou 17 milhões de euros. No programa Obra Nova Era, o crescimento foi de quase 20%.

Bons números, vendas a crescer e faturação saudável mesmo em tempo de crise. Um mês depois de assumir a liderança da ERA Portugal, onde está há 18 anos, Rui Torgal revela, em entrevista ao Dinheiro Vivo, os planos para a mediadora imobiliária continuar no topo. O diretor-geral está a contratar, porque acredita que as vendas vão continuar a crescer e quer estar em todo o país e com mais força. (Veja mais abaixo o que é preciso para concorrer às vagas abertas.)

Num momento de crise mundial, porque é que a ERA decidiu recrutar?

O objetivo desta campanha de recrutamento é aumentar o número de colaboradores que integram a rede ERA, que surge da necessidade de atrair e reter profissionais talentosos e vocacionados para o setor imobiliário. Sabemos que se nos queremos manter como uma organização de excelência temos de dar valor ao capital humano da empresa, ser um lugar onde a construção de uma carreira de sucesso e a abertura de uma nova era na vida das pessoas é uma possibilidade bem real. É um desafio permanente para qualquer estrutura empresarial manter a satisfação dos seus profissionais em níveis muito elevados e, assim, conseguir atrair e reter os mais talentosos nas diferentes áreas.

O reforço explica-se pelo crescimento.

Esta campanha de recrutamento nasce dessa necessidade, suportando-se nos resultados de um estudo de satisfação realizado a mais de 2500 colaboradores da ERA, que resultou na conquista da distinção Great Place to Work 2020. Sabemos que o setor imobiliário é um dos motores mais importantes para a economia do país e, apesar de se prever um contexto de crise, queremos continuar a apostar no mercado e nas pessoas que decidem apostar no setor imobiliário como uma oportunidade de carreira.

Foi também neste sentido que, recentemente, a ERA inaugurou no mesmo dia sete novas agências distribuídas de norte a sul do país e integrou 70 novos colaboradores, o que mostra a nossa contínua aposta no crescimento e desenvolvimento da organização.

Agora são mais 500 colaboradores. Houve alguma baixa nos números de trabalhadores nos últimos meses ou trata-se mesmo de um reforço?

Trata-se de um reforço de 500 novos colaboradores em todo o país. Atualmente a rede ERA conta com uma equipa de mais de 2500 colaboradores em regime full-time, 100% dedicados ao cliente e distribuídos por mais de 200 agências em todo o território nacional, cada uma delas especializada na zona geográfica de atuação. Queremos aumentar não só a capacidade de trabalho nas nossas equipas, mas também a nossa abrangência territorial, chegando a mais pessoas em diferentes zonas geográficas.

A ERA está permanentemente à procura de talento e de ajudar as pessoas a desenvolver este talento, pois o nosso negócio “tem muito a ver com pessoas e algo a ver com casas” e acreditamos que este é o momento certo para fazer um recrutamento mais vasto. Sabemos que ter as pessoas certas nas nossas Agências faz toda a diferença porque permite um serviço eficaz e personalizado junto do cliente e ajuda-nos a consolidar a ERA como uma marca de referência.

A ERA Portugal registou nos primeiros três meses de 2020 a venda de 2329 imóveis no valor de mais de 317 milhões de euros.

Acredita que o mercado imobiliário está e vai mexer nos próximos tempos? Quer em vendas quer em arrendamento?

Verificámos que a chegada do novo coronavírus a nível mundial trouxe consigo uma onda de incerteza ao mercado imobiliário. Era por isso inevitável que se começasse a verificar mudanças ao nível das tendências que nos últimos anos se tinham afirmado. Desta forma, era inevitável existir uma descida no número de negócios concretizados comparativamente a outros períodos homólogos. No entanto, a ERA não parou e o mercado imobiliário também não, verificando-se que com o desconfinamento social, a procura por imóveis está novamente numa clara tendência de crescimento.

E não há restrições, nomeadamente no crédito?

Segundo os nossos parceiros bancários, os critérios para a concessão de crédito à habitação não se irão alterar para os níveis da crise financeira anterior, pelo que o mercado de compra e venda de imóveis residenciais continua favorável. O arrendamento não é o core business da ERA, mas acreditamos que o mercado de arrendamento vai aumentar devido à conversão de muitos imóveis, que estavam com arrendamentos de curta-duração para longa-duração. Com o crédito habitação tão competitivo em termos de preço, as prestações mensais pagas ao banco acabam por ser muitas vezes inferiores ao valor do arrendamento mensal. Perante este cenário muitas pessoas continuam a optar pela compra porque, para além de ser uma poupança é um investimento com uma boa probabilidade de criar mais-valias a prazo.

O preço médio por imóvel vendido nos primeiros três meses do ano foi de 136 mil euros.

Como têm sido os números desde o arranque do ano? O impacto da covid já se sente?

A ERA Portugal registou nos primeiros três meses de 2020 a venda de 2329 imóveis no valor de mais de 317 milhões de euros. O preço médio por imóvel foi de 136 mil euros. A empresa fechou o trimestre com um valor de faturação de mais de 17 milhões de euros em comissões de mediação imobiliária. Ainda durante o 1.º trimestre do ano, a ERA registou o interesse de mais de 69 mil novos clientes compradores e conseguiu angariar quase 10 mil novos imóveis para venda.

No âmbito do programa Obra Nova ERA, uma parceria desenhada para fazer crescer o negócio e o lucro dos promotores imobiliários, foram comercializados 89 empreendimentos no decorrer dos primeiros três meses do ano, um aumento de 19% face ao período homólogo de 2019. No total foram vendidos 239 imóveis nos primeiros três meses do ano através do projeto Obra Nova ERA. O valor de faturação da venda de imóveis novos ou em construção aumentou 7% relativamente ao mesmo período do ano passado, o que representa 13% de toda a faturação habitacional da rede ERA.

Foi um bom arranque apesar da crise. A tendência vai manter-se?

O ano de 2020 começou forte na sequência do crescimento que temos verificado nos últimos anos no setor imobiliário. No entanto, com o surgimento da pandemia da covid-19 foi inevitável que o setor sofresse uma estagnação. Ainda assim, mesmo com as lojas encerradas durante parte do mês de março, foi possível manter a atividade e acreditamos que durante os próximos meses será possível verificar um novo aumento do movimento no setor. Aliás, de dia 16 de março a 19 de abril, ou seja, no decorrer do primeiro mês de confinamento social, conseguimos fazer cerca de 1850 angariações, efetuámos 917 transações em toda a rede ERA e angariámos 15 312 novos clientes. Estes são números relativamente menores do que em períodos normais de atuação, no entanto, são valores consideráveis tendo em conta toda a situação excecional que atravessamos.

Que tipo de casas têm saído melhor?

Temos verificado um aumento da procura por moradias em detrimento de apartamentos. A situação de confinamento social que se experienciou nos últimos meses pode ser uma das explicações para o aumento da opção por espaços maiores, espaços exteriores e com uma maior liberdade de movimentação, como é o caso das moradias. Os clientes-tipo destes imóveis são maioritariamente famílias portuguesas de classe média. O preço médio por imóvel, a nível nacional, foi de 136 mil euros.

Que importância têm os vistos gold para segurar o movimento?

Na ERA temos feito uma grande aposta na atração de clientes estrangeiros, por isso lançámos o novo projeto Portugal Sweet Home. O projeto foi desenvolvido com o objetivo de melhorar e consolidar a procura e venda de imóveis em Portugal por parte de clientes estrangeiros, depois de nos últimos anos se ter registado um aumento do número de visitantes internacionais no website da ERA, especialmente oriundos de França e do Reino Unido. Com o Portugal Sweet Home, a ERA estabeleceu uma parceria com um escritório de advogados com presença nacional e internacional, que permite um apoio especializado ao cliente estrangeiro na adesão ao regime fiscal de Residente Não Habitual (RNH) ou Golden Visa.

Voltando à contratação em curso, que tipo de condições são pedidas e oferecidas aos candidatos?

A ERA está a recrutar em regime full-time, para funções de Consultoria Imobiliária, Direção Comercial, Coordenação de loja, Direção Processual e ainda para vagas nas áreas de Marketing e Recursos Humanos. Procuramos pessoas motivadas, dedicadas aos projetos que desenvolvem, preparadas para o futuro e que atuam com base no espírito de equipa. Somos reconhecidos como a melhor “escola” de mediação imobiliária em Portugal porque nos focamos no talento das pessoas, incentivamos à excelência e à construção de uma carreira de sucesso. Oferecemos potencial de crescimento, espírito de equipa e uma carreira sólida. E porque fazemos uma aposta contínua na formação, no desenvolvimento de pessoas com talento e que queiram construir uma carreira no setor imobiliário, oferecemos aos nossos agentes formação avançada em mediação imobiliária. Além da formação “em sala”, cada agente é acompanhado por um “mentor” que aconselha na definição de prioridades e dá treino sobre os aspetos profissionais a melhorar.

Os agentes ERA são ainda treinados na utilização de ferramentas digitais e redes sociais para melhor compreenderem o mercado e os nossos clientes. A inovação tecnológica na ERA é uma área de forte investimento e que nos permite estar sempre um passo à frente. O elevado potencial de crescimento, a qualidade das pessoas, a cultura da empresa e o espírito de equipa são parte essencial do sucesso da ERA e são algumas das mais-valias que os potenciais candidatos podem encontrar na nossa empresa.

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