Energia

ERSE coloca em consulta pública investimentos no gás natural até 2029

(João Silva / Global Imagens )
(João Silva / Global Imagens )

No conjunto de investimentos incluem-se "os projetos da 1.ª fase da 3.ª interligação entre Portugal e Espanha e da estação de compressão do Carregado.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) colocou em consulta pública um plano de investimentos no gás natural até 2029, que inclui um valor de 23,7 milhões de euros para melhoramentos obrigatórios, avançou hoje o regulador.

Além disso, o plano de desenvolvimento e investimento da rede nacional de transporte, infraestruturas de armazenamento e terminais de Gás Natural Liquefeito (RNTIAT) contempla investimentos de perto de 150 milhões de euros em infraestruturas, mas que dependem de uma série de fatores externos.

No documento, publicado no ‘site’ da ERSE e que estará em consulta pública até 27 de março, contam-se projetos base, que terão que ser concluídos, “de forma a assegurar a continuidade da segurança e operacionalidade das infraestruturas, em conformidade com os critérios regulamentarmente estabelecidos”.

Abrangem “a remodelação e modernização nas infraestruturas da Rede Nacional de Transporte de Gás Natural, no Terminal de GNL, no Armazenamento Subterrâneo e na Gestão Técnica Global”, referiu o regulador.

O plano decenal indicativo de desenvolvimento e investimento da RNTIAT (PDIRGN) prevê investimentos complementares, incluindo “a adaptação do cais de descarga do TGNL [o Terminal de Gás Natural Liquefeito] de Sines, de modo a possibilitar o enchimento de navios de menores dimensões, proporcionando o abastecimento de GNL como combustível marítimo”, indicou a ERSE.

Este projeto está avaliado em nove milhões de euros, mas depende da manifestação de interesse por parte de’ stakeholders’ externos à REN [Redes Energéticas Nacionais] e a sua aprovação pelo concedente.

A ERSE lista ainda alguns projetos “complementares duplamente dependentes”, em que, além das condicionantes dos outros projetos complementares, ainda estão dependentes da “realização de outros projetos estruturantes previstos além-fronteiras”.

De acordo com o regulador, para este grupo de iniciativas está prevista uma verba de quase 140 milhões de euros, mas que pode ser comparticipada por verbas europeias, descendo neste caso os custos para 81,5 milhões de euros, segundo a informação divulgada.

Neste conjunto de investimentos, incluem-se “os projetos da 1.ª fase da 3.ª interligação entre Portugal e Espanha e da estação de compressão do Carregado (este último funciona como complementar e potenciador em relação ao primeiro)”, indicou a ERSE.

Segundo detalhou a entidade, esta proposta foi apresentada pela “REN Gasodutos, enquanto operador da Rede Nacional de Transporte de Gás Natural (RNTGN)”, à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), para o período 2020-2029.

A DGEG comunicou depois à ERSE que promoveu a consulta pública em causa.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, acompanhado pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (Foto: Mário Cruz/Lusa)

Recuperar poder de decisão na TAP obriga Estado a pagar mais

Humberto Pedrosa é o acionista do consórcio Gateway.

TAP: Humberto Pedrosa realça a não nacionalização da empresa

Fotografia: Regis Duvignau/Reuters

TAP: Sindicato do Pessoal de Voo espera que acordo proteja postos de trabalho

ERSE coloca em consulta pública investimentos no gás natural até 2029