Coronavírus

Espanha comprou 340 mil testes rápidos a empresa sem licença

Fotografia: Jorge Guerrero/ AFP
Fotografia: Jorge Guerrero/ AFP

Ministério do Comércio chinês disponibilizou ao Ministério da Saúde espanhol uma lista de fornecedores classificados, onde não se inclui a Bioeasy

Espanha comprou 340 mil testes rápidos ao novo coronavírus à Shenzhen Bioeasy Biotechnology, empresa chinesa que não tem licença para comercializar estes diagnósticos. O jornal espanhol El País avança esta informação, que já foi confirmada pela Embaixada da China em Espanha.

Estes testes rápidos não são fiáveis, pois apresentam uma sensibilidade de 30% quando deve ser superior a 80%. O que sucede é que facilmente podem dar falsos negativos. Os especialistas reclamam a utilização dos testes habituais que, embora mais lentos, são mais seguros. Estes testes demoram até quatro horas para dar resultados e requerem pessoal e equipamento altamente especializados.

Segundo o El País, o Ministério do Comércio chinês disponibilizou ao Ministério da Saúde espanhol uma lista de fornecedores classificados, onde não se inclui a Bioeasy, assegurou a Embaixada da China. A embaixada afirma ainda que a empresa não possui uma “licença oficial da Administração Nacional de Produtos Médicos da China para vender os seus produtos”.

O coordenador de Emergências do Ministério da Saúde espanhol, Fernando Simón, confirmou nesta quinta-feira as informações durante sua intervenção diária. Simón garantiu que Espanha está a realizar entre 15 mil e 20 mil testes diariamente e reconheceu que eram necessários testes rápidos para aliviar os laboratórios de microbiologia, que estão no limite de sua capacidade.

Espanha decidiu seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde e estender os testes a mais e mais camadas da população. “Eles são uma esperança importante”, disse Simon sobre os testes rápidos comprados ou encomendados da China. Segundo Fernando Simón, os testes defeituosos são de cerca de 9 mil.

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