Agricultura

Espargo não só gourmet

Fotografia: Direitos reservados
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Produtores nacionais querem fomentar o cultivo deste vegetal, bem como o seu consumo, sem que se torne numa moda

A Cooperativa Agrícola de Felgueiras organizou nesta sexta-feira o primeiro Encontro Nacional de Produtores de Espargos, com o objetivo de “despertar o interesse” pelo cultivo deste alimento, acreditando que tem um “enorme potencial”.

Em paralelo, pretende “desconstruir” a ideia de que a utilização do espargo está confinada à alta cozinha, ou seja, conetado com uma vertente gourmet, e torná-lo acessível à generalidade da população, lê-se num comunicado.

No entanto, os promotores do evento salvaguardam que a ideia também não é vulgarizar o seu uso a ponto de se tornar numa “moda” gastronómica, que possa “denegrir a cultura e todos os anos de esforço por parte dos empresários já instalados”, como refere Rui Pinto, diretor da Cooperativa Agrícola – Terras de Felgueiras, citado no mesmo comunicado.

Assim, o mesmo responsável sublinha a importância de se “alertar e sensibilizar o setor para a necessidade de profissionalizar a produção e comercialização do espargo em Portugal”.

Rui Pinto reconhece que, no país, “à exceção dos grandes centros – Lisboa e Porto -, o consumo deste vegetal é muito reduzido”. Em contrapartida, assinala que “os principais clientes do espargo nacional são Espanha e França, onde é um produto com muita aceitação, apreciado de várias maneiras”.

Do ponto de vista gastronómico, a Cooperativa recorda que os espargos “integram as refeições de várias formas, como entradas, nas sopas, saladas, acompanhamento de pratos ou sob a forma de soufflé”.

Originários da Ásia, estes alimentos também têm propriedades nutricionais que os organizadores do encontro fazem questão de destacar: baixos em calorias, isentos de colesterol, ricos em potássio, importantes fontes de fibras solúveis e ácido fólico, ricos em vitamina C e B e em ferro.

 

 

 

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