Salários

Esquerda quer discutir salário mínimo com governo este mês

O primeiro-ministro, António Costa
(FOTO: MÁRIO CRUZ/LUSA)
O primeiro-ministro, António Costa (FOTO: MÁRIO CRUZ/LUSA)

Nas negociações à esquerda, neste mês, PCP, BE e PAN querem abordar subida de 2021. Confederações patronais dizem que não querem ouvir falar do tema.

Os partidos à esquerda do Partido Socialista querem iniciar, ainda dentro deste mês, discussões com o governo sobre a subida do salário mínimo de 2021, avança este sábado o semanário Expresso (acesso reservado a assinantes) sobre a matéria onde o programa do executivo de António Costa se comprometeu com uma retribuição mínima legal de 750 euros em 2023.

O semanário escreve que no governo crescem as dúvidas sobre a capacidade de garantir no próximo ano um impulso proporcional no salário mínimo para a chegada aos 750 euros nos próximos três anos, depois de o salário mínimo ter sido fixado neste ano nos 635 euros sem a assinatura de um acordo dos parceiros sociais na Comissão Permanente de Concertação Social.

À esquerda, Bloco, PCP e PAN, insistem na necessidade de não haver recuos na matéria, ainda que em ano excecional marcado pelas dificuldades vividas por muitas empresas. As confederações patronais ouvidas pelo jornal, por seu turno, dizem não querer “ouvir falar nisso” e asseguram que o assunto ainda não foi levantado em reuniões com parceiros sociais. Nas representações sindicais, CGTP e UGT guardam para mais tarde uma posição sobre a matéria.

A subida do salário mínimo até aos 750 euros em 2023, proposta pelo governo, começou a ser debatida pelos parceiros sociais no início de novembro do ano passado, no primeiro passo de uma proposta de acordo de rendimentos apresentada pelo governo que pretendia também assegurar referenciais de subida salarial para a generalidade dos trabalhadores, cuja discussão acabou interrompida em março pela chegada da pandemia do novo coronavírus a Portugal. O valor de salário mínimo de 2020 foi decidido no final de novembro pelo governo sem um acordo formal. Os valores então discutidos iam dos 617 euros propostos pelos patrões a 690 euros exigidos como mínimo pela CGTP.

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