sustentabilidade

Esta cidade alemã baniu o café de cápsulas. Sabe porquê?

nespresso capsulas

A segunda maior cidade alemã apresentou um plano que elimina nos serviços municipais alguns comportamentos a evitar.

Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, apresentou um plano que vai banir dos serviços públicos as cápsulas de café e outros produtos descartáveis. No mesmo lote, incluem-se também a água e a cerveja engarrafadas, os produtos de limpeza à base de cloro, ambientadores e pratos e talheres de plástico. O objetivo é eliminar desperdícios ambientais que poluem.

Sobre as cápsulas de café, o guia de 150 páginas apresentado há dias, diz que “estas porções individuais originam um consumo de recursos desnecessário e geram desperdício, contendo frequentemente alumínio poluente”. Segundo o porta-voz do Departamento de Ambiente e Energia de Hamburgo, Jan Dube, em declarações à BBC, “as cápsulas não podem ser recicladas facilmente porque são, frequentemente, compostas por uma mistura de plástico e alumínio”. Além disso, apontou, “são 6 gramas de café em 3 gramas de embalagem”.

Os serviços públicos da cidade consideram que, com um orçamento anual de “várias centenas de milhões de euros, a cidade pode ajudar a assegurar que produtos que prejudicam o ambiente são adquiridos com menor frequência”.

A batalha contra a poluição gerada pelos milhões de cápsulas de café que, anualmente, são descartadas em aterros por todo o Mundo não é de agora. Um em cada dez britânicos disse, numa pesquisa levada a cabo pela Harris Interactive, que têm noção de as cápsulas serem “más para o ambiente”. Porém, 22% desses cidadãos conscientes declarou possuir uma máquina de cápsulas.

A primeira empresa a vender café em cápsulas, a Nespresso, comentou a decisão de Hamburgo considerando que “sublinha o reconhecimento crescente da importância vital da sustentabilidade em tudo o que fazemos”. A empresa recordou que possui um programa de reciclagem próprio, com 14 mil pontos de recolha em 31 países (incluindo Portugal), capaz de reciclar mais de 80% das cápsulas usadas. “Muitos perguntam-nos se as doses individuais e o uso do alumínio não contradizem a sustentabilidade – na nossa opinião, pelo contrário”, adiantou o porta-voz, explicando que a cápsula reduz a utilização de água e o desperdício de café, com uma pegada de carbono reduzida por chávena.

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