Esta cidade é a mais cara para viver

Top 10 das cidades mais caras do mundo
Top 10 das cidades mais caras do mundo

Uma refeição de fast food, que em Lisboa custa, em média, 4,95 euros, pode chegar aos 13,89 euros em Luanda. Este é apenas um dos exemplos que levou a que a capital angolana seja, pelo segundo ano consecutivo, a cidade com o custo de vida mais elevado do mundo.

As conclusões são da consultora Mercer, que divulgou o estudo Custo de Vida de 2014, elaborado para ajudar empresas e governos a determinarem pacotes salariais adequados para os seus colaboradores expatriados e utilizando Nova Iorque como termo de comparação para todas as outras cidades.

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Este ano, a consultora confirma que as cidades europeias, africanas e asiáticas são as mais caras para expatriados, graças às flutuações da moeda e ao impacto da inflação em bens e serviços.

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Da lista das dez cidades mais caras do mundo para expatriados, os dois primeiros lugares cabem a cidades africanas, embora estas não sejam, normalmente, reconhecidas como cidades com elevados níveis de vida quando comparadas com outras, aponta a consultora.

Luanda é assim a cidade mais cara do mundo, sendo três vezes mais dispendiosa do que Karachi, a cidade mais barata do mundo para expatriados. N’Djamena, no Chade, Hong Kong, Singapura, Zurique, Genebra, Tóquio, Berna, Moscovo e Xangai completam o top 10. Lisboa fica este ano a meio da tabela, na 94ª posição, tendo avançado 14 lugares face à posição que ocupava em 2013.

De um jornal diário ao preço da gasolina, são vários os indicadores para medir as diferenças no custo de vida. Um bilhete de cinema, por exemplo, pode custar uma média de 6,7 euros em Lisboa, chegando a custar uma média 15,77 euros em Londres. Já um litro de gasolina, que em Lisboa custa, em média 1,6 euros, pode ser comprado por apenas 45 cêntimos em Luanda.

Sobre as diferenças de custo de vida, o responsável da área de estudos de mercado da Mercer, Tiago Borges, ressalva que, em muitas regiões, as classificações “foram afetadas por eventos mundiais recentes”, como “flutuações cambiais, inflação dos custos ao nível dos bens e serviços e volatilidade nos preços de alojamento”.

Assim, “enquanto Luanda e N”Djamena são cidades relativamente pouco dispendiosas para os locais, tornam-se muito caras para expatriados, visto que os bens importados são de elevada qualidade”. Por outro lado, acrescenta, algumas cidades africanas aparecem no topo da classificação do estudo também porque “encontrar alojamento seguro que vá ao encontro das expectativas dos expatriados pode ser uma tarefa desafiante e cara”.

O estudo abrange 211 cidades de cinco continentes diferentes, comparando os custos de mais de 200 bens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, artigos domésticos e entretenimento.

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