Estado de Calamidade: Ninguém entra, ninguém sai de Ovar

Todas as atividades comerciais e industriais não essenciais são fechadas.

Fechado, tudo fechado, com circulação de pessoas limitada ao absolutamente essencial. É este o estado em que está Ovar, por risco de transmissão e criação de novas cadeias de transmissão de Covid-19, o que justificou a declaração do Estado de Calamidade no município, explicaram esta tarde os ministros da Administração Interna e da Saúde.

"Há 30 casos confirmados e pelo menos 440 contactos em monitorização em Ovar", especificou Marta Temido, apontando tratar-se de uma área relativamente restrita que pode indiciar área de risco, dado que 50% dos casos registados na ARS Centro serem deste conselho. O que justifica, para a Autoridade Regional de Saúde, a decisão de fechar Ovar.

Também o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, especificou as razões e consequências da declaração da medida mais dura no âmbito da atuação da Proteção Civil, que passa pelo fecho de Ovar.

"Todas as atividades comerciais e industriais não essenciais estão fechadas, não se entra nem sai e nos transportes que por aqui passam não há entrada ou saída de passageiros no município", explicou Cabrita, sublinhando que apenas os serviços essenciais se mantêm em funcionamento. "Restaurantes e oficinas estarão fechadas, padarias e supermercados abertos, na parte alimentar, assim como farmácias, bancos, gasolineiras", especificou.

No caso dos transportes, nenhum comboio vai parar nas estações do concelho de Ovar, quer sejam serviços urbanos, regionais ou mesmo de longo curso. Segundo a CP, "todos os comboios Intercidades, InterRegionais e Regionais com paragem prevista em Ovar, deixarão de a realizar, mantendo-se as paragens nas restantes estações". Os comboios urbanos do Porto não efetuam paragem em Esmoriz, Cortegaça, Carvalheira-Maceda, Ovar e Válega. Os clientes que tenham bilhetes adquiridos para viajar nos comboios Intercidades, InterRegionais e Regionais, para Ovar, "deverão sair na estação anterior ou seguinte".

Estado de Calamidade vs. Estado de Emergência. Saiba aqui o que está em causa

O ministro explicou ainda que fica garantida a manutenção de serviços essenciais, quer de saúde e socorro quer de abastecimento de água e energia, por exemplo, e informou que a medida tem aplicação imediata. "O Estado de Calamidade justifica-se neste território e mantém-se até à data de 2 de abril", podendo então ser reavaliado e podendo então ser prolongado caso se justifique.

Com o despacho enviado e o alerta dado às forças de segurança (PSP e GNR) para controlar e estabelecer "medidas que permitam a criação da zona de proibição de acesso ao município e se estabeleçam mecanismos de acompanhamento do cumprimento de medidas", o ministro manifestou ainda a sua solidariedade a Ovar, onde os números duplicaram em 24 horas, e apelou à compreensão dos cidadãos e à restrição absoluta de atividades.

(Notícia atualizada às 20h54 com mais detalhes sobre a circulação de comboios no concelho de Ovar)

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