financiamento

Estado duplica objetivo para as obrigações de retalho. Quer 1000 milhões

Cristina Casalinho lidera o IGCP

A agência que gere o crédito público aumentou o valor em oferta da Obrigação do Tesouro de Rendimento Variável.

 

Apesar do juro mais baixo de sempre numa emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), a atual oferta destes títulos direcionados para o retalho está a atrair procura. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) acionou a opção de aumentar o valor da oferta. Duplicou o montante a emitir para mil milhões de euros.

Nesta emissão de OTRV, a primeira do ano, O Estado acena com um juro ilíquido de 1%, a que pode acrescer o valor da Euribor a seis meses caso este indexante suba para valores positivos. Contrariamente às ofertas de OTRV feitas em 2016 e 2017, o prazo destes novos títulos é de sete anos. Mas se o prazo muda, a tradição de haver procura por estes produtos não muda. Sempre que lançou uma oferta deste produto o Tesouro reviu em alta o valor a emitir.

Contrariamente aos Certificados de Aforro e aos Certificados do Tesouro, as OTRV têm despesas com comissões bancárias. Segundo cálculos feitos com recurso ao simulador da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) investir menos de sete mil euros pode ser sinónimo de perdas caso tenha de assumir despesas com comissões de custódia.

Apesar do juro mais baixo de todas as emissões, a atual oferta de OTRV paga mais que os depósitos bancários. Mas face aos Certificados do Tesouro a taxa base é mais baixa.

(Atualizada às 19:44 com mais informação)

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