OE2017

Com juros acima de 4%, Estado emite mais dívida na 4ª feira

Fotografia: Steven Governo / Global Imagens
Fotografia: Steven Governo / Global Imagens

Em janeiro, o IGCP foi ao mercado buscar 3 mil milhões de euros e contratou uma taxa de juro de 4,2%, a maior desde que o país saiu do programa da troika.

Portugal vai outra vez aos mercados na próxima quarta-feira pedir emprestado entre 1000 e 1250 milhões de euros através de dois leilões de obrigações do tesouro (OT) a cinco e dez anos.

Segundo a agência da dívida pública, “o IGCP vai realizar no próximo dia 8 de fevereiro pelas 10h30 horas dois leilões de OT com maturidade em 17 de outubro de 2022 e 15 de fevereiro de 2024, com um montante indicativo global entre 1000 milhões de euros e 1250 milhões de euros”.

Recorde-se que a 11 de janeiro, o IGCP fez o primeiro leilão do ano (uma OT a dez anos) e teve de pagar aos credores uma taxa de juro superior a 4,2%, a maior desde que Portugal saiu do programa de ajustamento da troika. O empréstimo em causa foi de 3 mil milhões de euros.

Hoje, a taxa de juro está praticamente nesse valor no mercado secundário: negociava nos 4,18% há minutos.

Em termos médios, sabe-se também que a taxa de juro global contratada pelo Estado aumentou em 2016, para 2,5%, interrompendo a tendência de descida que durava desde 2014, noticiou esta semana o Dinheiro Vivo.

De acordo com o IGCP, este ano, o plano é emitir 14 a 16 mil milhões de euros em OT, “combinando sindicatos e leilões, assegurando emissões mensais”.

O montante das necessidades de financiamento líquidas do Estado, isto é, o valor da dívida contraída descontando já os pagamentos e as amortizações de dívida junto aos credores, deverá ascender este ano a cerca de 12,4 mil milhões de euros. “Este valor inclui 2,7 mil milhões de fundos associados à
recapitalização da CGD, que já se encontram financiados”, explicou a agência em janeiro.

Recorde-se também que a dívida direta do Estado aumentou 4,4% no ano passado, para um total de 236,3 mil milhões de euros no final de dezembro, um ritmo superior ao crescimento nominal da economia, o que se traduz num agravamento do rácio em função do PIB.

Aquela é uma subida superior à de 2015, ano em que a dívida avançou 4,2%. Em todo o caso, foi mais suave do que nos anos anteriores, os do programa de ajustamento. Em 2011, disparou 15%, em 2012 mais de 11% em termos nominais, em 2013, mais 5%.

(atualizado às 13h30)

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