Consumo

Estão a abrir quatro supermercados por semana em Portugal

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Foi um ano rico de aberturas de lojas em 2018: quatro supermercados por semana. Só a Sonae, Jerónimo Martins, Lidl e Os Mosqueteiros investiram cerca de 350 milhões de euros em novas aberturas e remodelações.

As cadeias da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) criaram entre 5 e 7 mil postos de trabalho, adiantou Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED. Em 2019, as cadeias de retalho deverão investir mais de 300 milhões.

No ano passado, nasceram 165 supermercados, valor que sobe para 212 lojas se juntarmos o retalho não alimentar, segundo o Sale Index 2019, da Marktest Consulting. Lisboa foi o distrito com mais aberturas (51 lojas), seguido de Leiria e Setúbal (18 cada) e Évora (15). Porto, Coimbra e Viana do Castelo viram 13 unidades abrir portas no distrito.

Um ritmo que se prevê que “continue a ocorrer pelo menos nos próximos meses”, acredita Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca (ver entrevista ao lado). O primeiro trimestre dá disso sinal.

“Desde o início do ano, já inaugurámos cinco novas lojas Continente”, diz fonte oficial da cadeia. A mais recente, a Continente Bom Dia, no Centro Comercial Via Catarina. Quantas mais unidades a Sonae MC conta abrir este ano não foi adiantado, mas no prospeto da oferta pública (entretanto cancelada) a empresa indicava que, entre 2019 e 2021, previa abrir “cerca de 50-60 lojas Continente Bom Dia, 4-8 lojas Continente Modelo e cerca de 150 lojas de formatos adjacentes”. E investir em expansão 260 a 280 milhões de euros. Parte na Worten: “Prevemos abrir 10 lojas em Portugal, num investimento a rondar os 2,5 milhões”, diz Mário Pereira Pereira, chief operating officer da Worten Ibéria.

Um movimento de expansão acompanhado pela concorrente Fnac. “Contamos abrir cinco lojas em 2019”, num investimento de sete milhões, diz José Leite, diretor de desenvolvimento. A primeira foi no shopping Ubbo (ex-DolceVita Tejo).

Abrir cerca de 10 Pingo Doce (dois já concretizados) está nos planos da Jerónimo Martins, que antecipa investir cerca de 120 milhões em Portugal, anunciou o CEO, Pedro Soares dos Santos.

O Lidl não adiantou quantas lojas planeia nem quanto vai investir, mas no primeiro trimestre fiscal de 2019 passou a haver uma “nova loja em Boliqueime, Algarve, um investimento aproximado de 8 milhões, outra em Cascais-Tires, em substituição da anterior agora demolida”, diz Pedro Rebocho, administrador de vendas do Lidl.

“Este ano, prevemos abrir cerca de 15 lojas. Estimamos duplicar o investimento realizado em 2018”, revela João Magalhães, administrador do grupo Os Mosqueteiros. Ou seja, cerca de 60 milhões.

“Vamos continuar a apostar no formato de ultraproximidade e iremos abrir mais um hipermercado”, diz Ricardo Fonseca, diretor financeiro da Auchan Retail.

Concorrência

Mercadona em julho
A primeira de 10 lojas abre em julho, em Canidelo. “A entrada do gigante espanhol afetará todo o mercado”, antecipa Pedro Pimentel.

Mais ameaçado
Pelo formato de loja, modelo de negócio e menor envolvente promocional, “talvez a Mercadona e o Lidl se venham a enfrentar olhos nos olhos”, acrescenta o diretor-geral da Centromarca.

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