Este ano já foram entregues 1346 casas aos bancos. Menos que no ano passado

47% refere-se ao crédito à habitação
47% refere-se ao crédito à habitação

O número de imóveis entregues aos bancos voltou a aumentar no segundo trimestre deste ano, mas face ao ano passado, o número caiu. A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) estima que tenham sido entregues 707 imóveis em dação em pagamento, no segundo trimestre deste ano, o que significa um aumento de 11% face aos primeiros três meses do ano. Mas contas feitas, deste o início do ano foram parar aos bancos 1346 casas, menos 60% que no mesmo período do ano passado.

O número, apesar de ainda elevado, é bem acolhido pela direção da APEMIP, que elogia as “medidas de facilitação do pagamento de dívidas, que têm vindo a ser adotadas pelos bancos”. Luís Carvalho Lima, presidente da APEMIP lembra, contudo, que as dificuldades já não são apenas das famílias e que a prova disso mesmo é que a entrega de imóveis feita por promotores imobiliários continua a subir. “O arrefecimento do mercado imobiliário, aliado à
instabilidade económica que afeta ao país, atinge de forma
significativa quem investiu na promoção e no desenvolvimento de
novos projetos e empreendimentos. As dificuldades que os promotores
hoje atravessam não são novidade”, explica.

A crise tem aumentado o incumprimento dos portugueses e, segundo a APEMIP, o mês mais grave foi dezembro de 2011, quando foram entregues, em média, 200 imóveis. Este ano, abril foi o pior mês até aqui, com uma entrega média de 64,3 imóveis.

As áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto concentraram 34,5% das
ocorrências relativas a imóveis entregues em dação em pagamento
em Portugal no primeiro semestre de 2013, com peso semelhante ao
mesmo período do ano anterior – Lisboa representa 14,5% e Porto 12,1% do total do país. Por seu lado, os concelhos mais penalizados também se localizam nestas áreas. Em média, Sintra representa 4,4%, Oeiras 2,3% e Gondomar 2,3% do total de dações a nível nacional, nos primeiros seis meses do ano.

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