Este português podia ter sido o próximo presidente dos Estados Unidos

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O apelido não desmente as origens açorianas de Ernest Moniz,
que esta madrugada podia ter sucedido a Barack Obama na
presidência dos Estados Unidos, tornando-se assim no primeiro
descendente de portugueses a sentar-se na Sala Oval.

Explicando por partes, o secretário norte-americano para a Energia é o 12º na linha de sucessão para presidente dos EUA e foi escolhido pela Casa Branca para ser o “sobrevivente designado” durante o discurso anual sobre o Estado da União de Obama proferido em Washington, na madrugada desta quarta-feira, hora de Lisboa.

Leia também: Obama avisa Congresso: sempre que puder ajudar famílias americanas, vai avançar

Ernest Moniz, foi assim levado para um local não revelado, onde ficou sob proteção dos serviços secretos durante o discurso proferido no Congresso, onde, sob o mesmo tecto que Barack Obama, figuravam as mais altas figuras da administração norte-americana, como o vice-presidente Joe Biden, membros da Casa Branca e do Supremo Tribunal, incluindo o líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, John Boehner.

A tradição do”sobrevivente designado” teve início durante a Guerra Fria, devido a receios de um ataque nuclear poder dizimar, de um momento para o outro, todo o poder executivo e a cúpula militar, como explica a revista Time.

Desde então, um membro da Casa Branca, normalmente com menos poder, é escolhido
para ficar sob proteção dos Serviços Secretos, enquanto as figuras de topo do Estado estão ao lado do
presidente durante o “State of the Union Adress”.

Após os ataques do 11 de setembro de 2011, o procedimento ganhou novo fulgor, com um reforço das regras de segurança e sigilo.

Ernest Moniz é filho de pais açorianos naturais da ilha de São Miguel e cresceu em Fall River no Estado de Massachusetts, onde existe uma grande comunidade portuguesa. Físico nuclear de profissão, tem uma carreira académica feita no Massachussetts Institute of Technology (MIT), tendo sido nomeado no ano passado para a Casa Branca.

O secretário para a Energia ganhou algum protagonismo também pelo seu penteado característico. Já o compararam ao escritor irlandês Oscar Wilde, mas também a Anton Chigurh, assassino interpretado por Javier Bardem no filme “Este país não é para velhos”.

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