Estivadores de Setúbal iniciam greves parciais solidários com os de Lisboa

Navios da Autoeuropa serão 'poupados'

Os estivadores das empresas de trabalho portuário Operestiva e Setulsete, do Porto de Setúbal, iniciam hoje um período de greves parciais em solidariedade para com os estivadores de Lisboa, mas ‘poupam’ os navios da Autoeuropa.

De acordo com o Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL), os trabalhadores da Operestiva, que prestam serviço à empresa Sadoport, do grupo Yilport, vão fazer duas horas de greve ao primeiro turno e uma hora de greve ao segundo turno.

Estas paralisações parciais não abrangem, no entanto, pelo menos para já, a Navipor, empresa que opera os navios que asseguram o transporte de automóveis produzidos na fábrica da Autoeuropa, em Palmela.

Os trabalhadores da Setulsete, outra empresa de trabalho portuário de Setúbal, que cede mão-de-obra às empresas Tersado e Setefrete, vão fazer apenas greve ao trabalho suplementar aos dias úteis.

Segundo o presidente do SEAL, António Mariano, as greves parciais em Setúbal, além de uma forma de “solidariedade para com os trabalhadores do Porto de Lisboa”, são também “uma mensagem de que não aceitam a estratégia das empresas de Lisboa, que também estão em Setúbal".

Os trabalhadores do Porto de Lisboa iniciaram no dia 19 de fevereiro uma greve parcial, a que se segue uma greve total de 09 a 30 de março, que, na primeira semana, registou uma adesão de 100%.

Os estivadores de Lisboa decidiram avançar para a greve total no dia 21 de fevereiro, um dia depois de a direção da Associação-Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa (A-ETPL), empresa que cede mão-de-obra às empresas de estiva de Lisboa, ter anunciado o pedido de insolvência.

A direção da A-ETPL justificou o pedido de insolvência com as dificuldades financeiras da associação e com a impossibilidade de um acordo com o SEAL que permitisse a viabilização da empresa.

Antes, a A-ETPL tinha proposto aos estivadores do Porto de Lisboa uma redução salarial de 15% e o fim das progressões de carreira automáticas, proposta que foi recusada pelos trabalhadores.

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