Imobiliário

Estrangeiros gastam em média 424 mil euros na compra de casa em Lisboa

(Joao Silva/ Global Imagens)
(Joao Silva/ Global Imagens)

Investimento estrangeiro em habitação na região de Lisboa aumentou 80% no ano passado.

Já compram casa no Beato e em Campolide, gastam em média 424 mil euros e vêm de todas as partes do globo. Em 2018, o investimento estrangeiro em habitação disparou em Lisboa. Segundo um estudo da Confidencial Imobiliário, os estrangeiros gastaram no ano passado 676 milhões de euros na compra de imóveis para habitação na capital, mais 80% face ao ano anterior, quando o valor ficou nos 375 milhões de euros.

O valor real será ainda maior já que o estudo tem apenas em conta a Área de Reabilitação de Lisboa (ARU), excluindo as freguesias do Parque das Nações e de Santa Clara.

Segundo as contas da Confidencial Imobiliário, foram vendidas 1592 casas a estrangeiros particulares. Em 2017 tinham sido vendidos 955 imóveis.

Com este aumento, a quota de investimento estrangeiro em habitação na ARU de Lisboa passou a representar 28% do total, que em 2018 foi de 2,39 mil milhões de euros. No ano anterior a quota era de 21%, para um volume total de investimento de 1,79 mil milhões de euros.

O valor dos investimentos também subiu. Os estrangeiros pagaram por cada casa, em média, 424,5 mil euros, mais 8% face a 2017. Os portugueses, em comparação, gastaram 38% menos: 306,7 mil euros.

O mesmo estudo percebeu que os compradores de casas em Lisboa já vêm de todo o mundo. Ao todo foram 80 as nacionalidades que investiram na capital. No entanto, os investidores de França, China, Brasil, Reino Unido e Estados Unidos representam metade do valor total investido.

As freguesias de Santo António, na zona da Avenida da Liberdade, e Santa Maria Maior, que inclui Alfama, são as preferidas dos compradores internacionais. Juntas valem 31% dos investimentos. Seguem-se Arroios, Misericórdia e Estrela. A crescer nas preferências estão as zonas de Alcântara, Alvalade, Beato e Campolide, que triplicaram o investimento face a 2017.

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