Comércio internacional

Estudo. Porcos podem complicar negociações comerciais entre EUA e China

(Rui Oliveira / Global Imagens)
(Rui Oliveira / Global Imagens)

Um forte declínio do número de porcos na China, devido a um surto de peste suína africana, reduziu a quantidade de ração importada pela China aos EUA

A queda da importação de soja dos Estados Unidos para alimentar os porcos na China pode dificultar as negociações comerciais entre os dois países, segundo um estudo do HSBC Global Research, noticiou a Sky News.

Um forte declínio do número de porcos na China, devido a um surto de peste suína africana, reduziu a quantidade de ração importada pela China aos Estados Unidos, indica o HSBC Global Research numa nota de análise.

A soja é usada, sobretudo, para alimentar porcos na China e, a maioria, é importada dos Estados Unidos e do Brasil.

A nota de análise do HSBC indica que uma menor procura pela ração pode “restringir a capacidade da China para aumentar substancialmente as importações de soja dos Estados Unidos”, uma exigência chave do Presidente norte-americano Donald Trump nas negociações para aumentar as exportações de produtos norte-americanos para a China.

Por ano, quase 700 milhões de porcos são abatidos na China e a carne suína é a mais consumida no país. Mas, um surto de peste suína africana provocou uma queda de 20% no número de porcos apenas este ano.

A falta de procura de ração para alimentar a população de suínos também já provocou a descida dos preços da soja, prejudicando os agricultores norte-americanos.

Isto numa altura em que Estados Unidos e China travam uma guerra comercial, depois do presidente Donald Trump ter imposto taxas para cumprir a sua promessa de campanha eleitoral de reduzir o défice comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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