EUA aplicam sanções ao ministro do Petróleo iraniano por apoio ao terrorismo

O Departamento do Tesouro norte-americano acusa também quatro empresas - Madanipour, Mobin Holding Limited, Oman Fuel Trading Ltd, Mobin Holdind Limited e Oman Fuel Trading Ltd - por envolvimento na venda de combustíveis das entidades iranianas ao "regime ilegítimo de Nicolas Maduro, na Venezuela".

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs nova ronda de sanções ao setor energético do Irão, desta vez ao ministro dos Petróleos iraniano e a uma dezena de subsidiárias, sob a acusação de "apoio a entidades terroristas".

"O regime do Irão usa o setor petrolífero para financiar atividades desestabilizadoras. O regime do Irão continua a priorizar o seu apoio a entidades terroristas e o seu programa nuclear em detrimento das necessidades do povo iraniano", indicou, em comunicado, o secretario do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

Nesse sentido, são objeto de sanções o ministro do Petróleo, Bijan Zanganeh e, entre outras, as companhias Nacional de Petróleo do Irão (NIOC, na sigla em inglês) e Nacional de Navios Petroleiros do Irão (NITC, sigla em inglês).

O Departamento do Tesouro norte-americano acusa também quatro empresas - Madanipour, Mobin Holding Limited, Oman Fuel Trading Ltd, Mobin Holdind Limited e Oman Fuel Trading Ltd - por envolvimento na venda de combustíveis das entidades iranianas ao "regime ilegítimo de Nicolas Maduro, na Venezuela".

Como consequência das sanções, ficam congelados os ativos que as entidades possam ter sob jurisdição norte-americana e são proibidas as transações financeiras com cidadãos ou empresas dos Estados Unidos.

O anúncio destas sanções ocorre apenas uma semana depois de o diretor dos serviços secretos norte-americanos, John Ratcliffe, ter alertado que o Irão e a Rússia obtiveram informação de eleitores nos Estados Unidos e que estavam a interferir nas eleições presidenciais de 03 de novembro.

"Queremos alertar a população para o facto de termos identificado dois atores estrangeiros, Irão e Rússia, que desencadearam ações específicas para influenciar a opinião pública nas nossas eleições", disse, então, Ratcliffe.

Tanto a Rússia como o Irão, prosseguiu, terão acedido a dados dos eleitores norte-americanos e Teerão já pode ter utilizado esses dados para prejudicar o presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que, a 03 de novembro, defronta o candidato democrata, Joe Biden.

Os governos iraniano e russo rejeitaram todas as acusações.

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