Guerra comercial

EUA confirmam adiamento das tarifas à China por um prazo indefinido

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Os Estados Unidos confirmaram o adiamento, por um período de tempo indefinido, da aplicação de taxas aduaneiras sobre bens chineses.

É mais um sinal de que as tensões comerciais entre os dois gigantes mundiais podem estar próximas do fim. Os Estados Unidos da América (EUA) confirmaram que o país decidiu adiar “até nova indicação” a aplicação de taxas aduaneiras sobre bens oriundos da China, escreve a agência Bloomberg.

Na semana passada, e já depois de ter decidido adiar a implementação de tarifas sobre os bens chineses uma vez que as negociações que estavam em curso mostravam sinais de otimismo, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a publicação de comunicado por parte do gabinete que gere as relações comerciais em que era salientado o “adiamento da data na qual a taxa de direitos adicionais subiria para 25% para os produtos da China” no âmbito da investigação lançada em setembro passado.

Um outro sinal poderá ser as notícias que surgiram recentemente. No último domingo, 3 de março, o Wall Street Journal e a agência Reuters avançaram que as negociações entre os Estados Unidos e a China estão a entrar na fase final e os líderes dos dois países – Donald Trump e Xi Jinping – deverão reunir-se a 27 de março na Florida (EUA) para pôr um ponto final à guerra comercial.

Os Estados Unidos prometem recuar na imposição de tarifas no valor de 200 mil milhões de dólares aos bens chineses e a China também deverá ceder, eliminando as tarifas impostas em forma de retaliação, além de se comprometer com reformas estruturais na economia, avançava a imprensa.

Os detalhes do acordo ainda não são conhecidos, nomeadamente em relação à exigência dos norte-americanos no que toca à proteção de propriedade intelectual, à transferência de tecnologia e à redução de subsídios pagos pelo Estado à indústria chinesa. A China, por sua vez, deverá tomar medidas no sentido reduzir as tarifas no setor automóvel e aumentar as importações de produtos agrícolas e gás natural aos EUA.

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