Economia

EUA confirmam apoio à entrada do Brasil na OCDE

Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil.  EPA/MARCELO SAYAO
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil. EPA/MARCELO SAYAO

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou, na quarta-feira, no Twitter, uma nota que confirma que os EUA apoiam a adesão do Brasil como membro pleno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“Os EUA apoiam o Brasil a iniciar o processo de adesão para se tornarem membro pleno da OCDE. Conforme declaração conjunta de Donald Trump e Jair Bolsoanro, acolhemos do Brasil reformas económicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória conforme os padrões da OCDE”, escreveu a embaixada norte-americana no Brasil, na rede social Twitter.

A entrada do Brasil na OCDE foi um assunto abordado entre o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, na viagem oficial que o chefe de Estado do Brasil realizou aos Estados Unidos em março.

Nessa visita, Trump disse a Bolsonaro que o Brasil poderia ser um aliado externo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), ou mesmo interno à organização, uma proposta que a França rejeitou, recordando a estrutura geográfica do Tratado do Atlântico Norte.

O artigo 10.º do tratado fundador da Aliança Atlântica só permite a inclusão de novos países-membros da Europa, o que impediria a entrada do Brasil no grupo, a menos que uma revisão complexa do texto seja feita.

No total, há 17 países considerados aliados extra-NATO pelos Estados Unidos, que permite uma série de vantagens na compra de material militar e apoio financeiro, mas não constitui, ao contrário do que sucede com a NATO, um pacto de defesa mútua.

Além dos seus 12 países fundadores (Estados Unidos, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Holanda e Portugal), juntaram-se à NATO ao longo dos anos outros 17 países, sendo que todos os novos membros são europeus.

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