Guerra comercial

EUA e China preparam-se para atrasar tarifas previstas para 15 de dezembro

Trump Xi China
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Xi Jinping, presidente da China. Foto: Reuters

Não há nenhum indicador de que um acordo de primeira fase esteja próximo de ser estabelecido, apesar de os países estarem em contacto constante.

Os Estados Unidos e a China ainda não definiram um prazo para terminar a primeira fase das negociações. Os dois países preparam-se para atrasar a extensão das taxas alfandegárias que estavam previstas entrar em vigor este domingo, 15 de dezembro.

Segundo El País, Donald Trump chega a afirmar que está preparado para esperar mais um ano para alcançar o acordo de primeira fase.

Os investidores e empresários têm esperança de que os Estados Unidos e a China são capazes de evitar uma escalada na guerra comercial. Este é um dos fatores que levou a Reserva Federal a baixar as taxas de juro três vezes consecutivas este ano.

Era esperado que as duas maiores potências mundiais fechassem o acordo de primeira fase, anunciado em outubro, um mês depois, coincidindo com a celebração do G7. O encontro acabou por ser cancelado devido aos protestos ocorridos no Chile, país que seria o anfitrião.

Pequim comprometeu-se a adquirir produtos agrícolas e pediu, ao mesmo tempo, que se comecem a reduzir as tarifas. Por seu lado, o executivo de Donald Trump manteve a sua intenção de alargar as tarifas à importação de produtos chineses no valor de 165 mil milhões de dólares, a partir de 15 de dezembro.

No entanto, os negociadores chineses e norte-americanos deram a entender que poderiam atrasar esta data, dando mais margem às negociações, indica o diário espanhol.

O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, recorda que Donald Trump “gosta das tarifas” e que não dará a sua aprovação até estar convencido de que o acordo “funciona para todos”.

Atualmente, não há nenhum indicador de que um acordo de primeira fase esteja próximo de ser estabelecido, apesar de ambos os países estarem em contacto constante.

Analistas de Wall Street acreditam que se deve chegar a algum tipo de acordo antes do ciclo eleitoral dos Estados Unidos.

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