EUA podem crescer menos que a zona euro, mas Fed está confiante na "boa forma" da América

Taxa de juro de referência da Fed (Fed Funds) está hoje em 1,75%, bem distante dos 0% do BCE, que entretanto revelou que vai começar a subir em julho, para 0,25%. É o nível onde estava a Fed há um ano, em junho de 2021.

A economia norte-americana, a maior do mundo, deverá crescer 1,7% este ano em termos reais e o mesmo em 2023, previu a Reserva Federal (Fed), agora em junho. É menos do que a projeção de 2,8% avançada pelo Banco Central Europeu (BCE) para a zona euro, revelada também este mês.

No entanto, o presidente da Fed, Jerome Powell, congratulou-se, esta quarta-feira, no Fórum BCE, em Sintra, que os Estados Unidos estão em "boa forma" e que por isso devem aguentar bem a subida dos juros no país, que aliás começou muito mais cedo do que na zona euro, já lá vai há um ano.

A taxa de juro de referência da Fed (a Fed Funds) está hoje em 1,75%, bem distante dos 0% do BCE, que entretanto revelou que vai começar a subir em julho, para 0,25%. Este é o nível em que estava a Fed há um ano, em junho de 2021.

Powell destacou ainda a "posição financeira muito forte" das famílias e empresas americanas, o nível reduzido de insolvências e os baixos níveis de desemprego do país, que rondarão os 4% da população ativa este ano, segundo as contas da Fed.

Assim, a Fed estaa convencida de que ehh possivel continuar a subir juros, "abrandando o crescimento, mas dando hipótese de recuperar ao lado da oferta".

O otimismo do banqueiro central prende-se com o facto de a economia dos EUA já estar a acomodar subidas de juro há algum tempo, bem antes desta fase aguda da crise. Isso pode ajudar a explicar a previsão de crescimento mais baixa, mas também a inflação mais reduzida prevista para 2022.

A Fed diz que o avanço dos preços rondará os 5,2% este ano e 2,6% no ano que vem (previsões divulgadas agora em junho).

O BCE, com os juros ainda em 0%, prevê 2,8% de crescimento na zona euro, mas combinada uma inflação muito superior e problemática de 6,8% este ano e de 3,5% no próximo, segundo os últimos cenários de Frankfurt (também feitos agora em junho).

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