Guerra comercial

EUA propõe aumentar tarifas sobre bens europeus

Foto: Reuters
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Os Estados Unidos publicaram uma lista com mais bens produzidos na Europa, no valor de quatro mil milhões de dólares, que podem ser alvo de tarifas. Medida, que pode ser aplicada em agosto, será uma forma de retaliação contra os subsídios atribuídos às fabricantes aeronáuticas europeias.

Os Estados Unidos incluíram mais produtos produzidos na União Europeia (UE) na lista de bens que podem ser abrangidos por um aumento de taxas aduaneiras. O leque de produtos abrangidos nesta nova vaga de taxas – cuja decisão final sobre a sua aplicação vai ser tomada no início de agosto – é vasto: vai desde carne, queijo, massas até a alguns tipos de whiskey e tubos.

Esta lista de bens está avaliada em quatro mil milhões de dólares – cerca de 3,5 mil milhões de euros – e é uma forma de retaliação devido à disputa entre as duas grandes fabricantes de aviões do mundo: a americana Boeing e a francesa Airbus, de acordo com a Bloomberg.

Já em abril, o representante comercial norte-americano tinha colocado um conjunto de produtos, no valor de 21 mil milhões de dólares – mais de 18,5 mil milhões de euros -, numa lista alvo de tarifas.

A União Europeia tem uma situação semelhante pendente contra a americana Boeing, tendo já um conjunto de tarifas retaliatórias prontas a serem aplicadas. Embora esta disputa seja anterior à chegada de Donald Trump à Casa Branca, escreve a agência, a altura em que estas medidas surgem, vai colocar ainda mais tensão na relação entre Bruxelas e Washington.

O representante comercial americano estima que os subsídios atribuídos à Airbus prejudiquem os EUA em cerca de 11 mil milhões de dólares – 9,7 mil milhões de euros – por ano. A Organização Mundial do Comércio já tornou público que os subsídios atribuídos pela UE violam as regras do comércio internacional. Uma decisão da OMC sobre o montante de medida que os EUA podem aplicar deverá ser conhecida esta verão.

“A lista final vai ter em conta o relatório da OMC sobre o nível apropriado de contramedidas que vão ser autorizadas pela OMC”, disse o representante comercial dos EUA, citado pela Bloomberg.

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