Euro 2016

Euro 2016 – Quatro anos a faturar

Portugal ganha o Euros 2016. Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens
Portugal ganha o Euros 2016. Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens

Ganhos Seleção conquistou notoriedade e valor, algo que vai render dividendos enquanto for campeã em título

O título europeu de futebol da seleção portuguesa representa “quatro anos de estatuto de campeão, durante os quais a Federação pode e deve aproveitar em termos económicos”, afirmou Daniel Sá, diretor do IPAM e especialista em marketing desportivo.

Um estudo do IPAM garante que o impacto económico da vitória se traduz em qualquer coisa como 609 milhões de euros. O estudo teve em conta o último mês, “desde o início do estágio da seleção em Portugal até ao jogo da vitória e mais uns dias”, esclareceu Daniel Sá.

Agora, salienta o especialista, “o valor económico da seleção subiu. Se já estava bem cotada, melhor ficou e assim será nos quatros anos em que é a campeã”.

Há, desde já, dois benefícios: “Desde logo, é a participação na Taça das Confederações, a que não tinha acesso e é mais uma grande competição, o que representa ganhos para a economia”.

Por outro lado, “durante quatro anos, a Federação está em posição para negociar valores mais altos dos atuais patrocínios, e mesmo adquirir novos, porque tem mais notoriedade. Certamente que os contratos para as transmissões televisivas também serão mais elevados, e mesmo os prémios de jogos particulares vão subir de valor”, frisou Daniel Sá.

Ou seja, de acordo com este especialista, os ganhos económicos “vão não só perdurar durante quatro anos, como irão mesmo aumentar, naturalmente”.

Entretanto, vão começar os jogos para a qualificação do Mundial, “Portugal vai jogar e a dúvida é se nos qualificamos. Mas como é uma seleção com mais notoriedade e mais valor, as receitas durante esse período de qualificação também serão maiores do que seriam sem a taça europeia”.

O que já se ganhou

Portugal campeão europeu vale 609 milhões de euros, valor que tem em conta vários indicadores de impacto, como os prémios de jogo, as vendas de merchandising – “as pessoas quando estão mais emotivas pagam mais” -, as viagens de avião, a publicidade, apostas online, a venda de jornais e a pay-TV.

“Neste cálculo, não entram apenas os gastos dos que foram a França, dos que ficaram em Portugal e viram os jogos em casa, restaurantes ou grandes espaços. O consumo de comida e bebidas também aumentou”, diz Daniel Sá.

A venda de televisores também subiu. As marcas e as cadeias de retalho aproveitam o Campeonato Europeu para aumentar o esforço promocional e maximizar vendas, sobretudo dos televisores de maiores dimensões e nos modelos tecnologicamente mais avançados. Os próximos quatro anos vão continuar a gerar riqueza.

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