Credores internacionais

Europa aprova reembolso antecipado de 2.000 milhões de Portugal

Klaus Regling, presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira
Klaus Regling, presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira

O conselho de administração Fundo Europeu de Estabilidade Financeira aprovou o reembolso antecipado de dois mil milhões de euros de Portugal.

O conselho de administração do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira aprovou o reembolso antecipado de dois mil milhões de euros de Portugal. Os parceiros da Zona Euro concederam ao país, no âmbito do programa de assistência económica e financeira, um empréstimo na casa dos 50 mil milhões de euros.

Em comunicado, o organismo explica que recebeu a 28 de junho um pedido do ministro das Finanças, Mário Centeno, para concretizar o reembolso antecipado de uma fatia do empréstimo concedido a Portugal. A aprovação deste reembolso depende da luz verde formal do conselho de administração do fundo, que foi agora dada.

“O pedido de Portugal para um reembolso antecipado confirma o forte acesso ao mercado do país e uma posição confortável de liquidez. O crescimento económico em Portugal continua forte apesar do abrandamento na Zona Euro. Apoio totalmente o reembolso antecipado, na medida em que melhora a sustentabilidade da dívida de Portugal”, assinalou Klaus Regling, CEO do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e diretor geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade, em comunicado.

Este reembolso de dois mil milhões de euros corresponde ao pagamento total de uma tranche do empréstimo que atingia a maturidade em agosto de 2025 e é também uma parte do valor de uma parcela cuja maturidade vence em dezembro de 2025, indica esta entidade em comunicado. Assim, Portugal consegue começar já a aliviar em parte um pico de dívida previsto para esse ano.

Em junho, o Dinheiro Vivo avançava que Portugal ia avançar este ano com um pagamento antecipado do empréstimo concedido pela zona euro em 2011. A ideia é começar a aliviar a carga de dívida, que tem um pico em 2025. Nesse ano é preciso pagar a credores (privados e oficiais) mais de 17,2 mil milhões de euros. A maior parte deste pico nem é por causa do resgate da troika, é por causa de uma obrigação do Tesouro emitida na reta final do governo do PSD/CDS, a 15 de outubro de 2015, no valor de 12,6 mil milhões de euros.

A vontade de começar a pagar antecipadamente aos “credores europeus” já tinha sido ventilada pelo ministro Mário Centeno e pelo seu secretário de Estado adjunto, Ricardo Mourinho Félix, mas sem nunca concretizarem qual dos credores poderia ser ressarcido primeiro e quando.

Ao todo, Portugal ainda deve à Europa empréstimos concedidos no âmbito do programa de assistência da troika num valor global de 51,6 mil milhões de euros. Por outro lado, o empréstimo concedido pelo FMI, igualmente no âmbito do programa de assistência da troika, já foi pago no ano passado.

O ministério das Finanças deverá continuar com esta trajetória de reembolsos antecipados aos credores europeus. Em entrevista ao Jornal de Negócios nesta quinta-feira, 5 de setembro, Mário Centeno disse que: “estamos a preparar um novo pagamento às instituições europeias, também antecipado. Tudo isto traz credibilidade a Portugal no mercado”.

(Notícia atualizada às 11:40 pela última vez)

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