Guerra comercial

Excedente comercial da China com os EUA atinge máximo em junho

Reuters/Damir Sagolj
Reuters/Damir Sagolj

O excedente comercial da China para com os EUA terá atingido um máximo, de acordo com os cálculos da Reuters

O excedente comercial da China para com os Estados Unidos – que está no centro da questão das disputas comerciais – não está a dar sinais de abrandamento. Pelo contrário. Atingiu um nível recorde em junho.

Os cálculos realizados pela agência Reuters, com base em dados que remontam até 2008, indicam que o excedente comercial expandiu para 28,97 mil milhões de dólares – um nível mensal recorde – e reflete um crescimento face a maio, mês em que o excedente estava nos 24,58 mil milhões de dólares.

Este indicador económico surge numa altura em que a administração Trump ameaça aplica novas tarifas sobre as importações chinesas. Nos últimos dias, o presidente dos EUA disse que poderia aplicar taxas aduaneiras sobre bens chineses que entram no país no valor de 200 mil milhões de dólares, incluindo vários produtos de consumo.

Olhando para os primeiros seis meses do ano, o excedente da China para com os EUA subiu para 133,76 mil milhões de dólares, valor que compara com os 117,51 mil milhões de dólares verificados no primeiro semestre do ano passado.

As exportações chinesas subiram 11,3% em junho face ao mesmo período do ano passado, indicam os dados oficiais, citados pela agência. Este valor superou as estimativas dos analistas consultados pela Reuters. Já as exportações chinesas para os EUA subiram 13,6% no primeiro semestre de 2018, comparando com o mesmo período de 2017. As importações americanas para a China subiram 11,8% na primeira metade do ano.

“Olhando para a frente, o crescimento das exportações vai abrandar nos próximos meses à medida que as tarifas dos EUA começam a fazer efeito ao mesmo tempo que se regista um abrandamento mais amplo da procura mundial”, disse Julian Evans-Pritchard, economista da Capital Economics, em Singapura, numa nota citada pela Reuters.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Caixa Geral Depósitos CGD Juros depósitos

Caixa perdeu 1300 milhões com créditos de grandes devedores

Ursula von der Leyen foi o nome nomeado para presidir à Comissão Europeia. (REUTERS/Francois Lenoir)

Parlamento Europeu aprova Von der Leyen na presidência da Comissão

Christine Lagarde, diretora-geral demissionária do FMI. Fotografia: EPA/FACUNDO ARRIZABALAGA

Christine Lagarde demite-se da liderança do FMI

Outros conteúdos GMG
Excedente comercial da China com os EUA atinge máximo em junho