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Défice da balança comercial aumentou em 613 milhões em outubro

Fotografia: Rui Coutinho / Global Imagens
Fotografia: Rui Coutinho / Global Imagens

Exportações aumentaram 11,8% mas as importações subiram ainda mais (21,4%), segundo as estatísticas divulgadas esta segunda-feira.

O défice da balança comercial atingiu os 1536 milhões de euros em outubro, o que representa um agravamento de 613 milhões em relação ao mês homólogo de 2016.

De acordo com as Estatísticas do Comércio Internacional, que o Instituto Nacional de Estatística (INE) acaba de divulgar, o défice foi ainda maior (1066 milhões) se excluirmos os combustíveis e lubrificantes.

Este agravamento resultado do facto de as exportações terem aumentado menos (11,8%) do que as importações (21,4%) no período em análise.

Os dados do INE indicam que Portugal vendeu bens ao exterior no valor de 4485 milhões de euros em outubro. Em termos acumulados, as exportações totalizam os 45.779 milhões nos 10 primeiros meses de 2017, o que traduz um acréscimo de 10,8% relativamente ao período homólogo do ano passado.

No que tocas as importações, as estatísticas do INE referem que o valor atingiu os 6381 milhões de euros em outubro. Em termos acumulados, totalizam já os 57.382 milhões, ou seja, mais 14,2% do que nos primeiros 10 meses de 2016.

O INE revela ainda que, tanto nas exportações como nas importações, quase todas as categorias registaram aumentos homólogos. O organismo de estatística destaca os crescimentos verificados nos “fornecimentos industriais” (+17,1% nas exportações/+22,8% nas importações”.

O INE salienta ainda que no caso dos combustíveis e lubrificantes registou-se um “ligeiro decréscimo” (-3,4%) nas exportações “mas um aumento significativo acréscimo nas importações (+33,3%).

Os dados divulgados esta segunda-feira revelam ainda que as exportações para Espanha e França aumentaram 13,8% e 23,5%, respetivamente, enquanto que as importações provenientes da Alemanha e Espanha registaram crescimentos de 30,6% e 11,4% respetivamente.

O INE destaca ainda o aumento nas importações do Brasil (+407,2%), fundamentalmente devido “à aquisição de produtos agrícolas, combustíveis minerais e metais comuns”.

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