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Exportações de café aumentam 11% em 2015

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

As exportações de café transformado em Portugal aumentaram para 63 milhões de euros, o valor mais elevado da última década.

As exportações de café transformado em Portugal aumentaram 11% em valor em 2015 para 63 milhões de euros, o valor mais elevado da última década, segundo dados recolhidos pela Associação Industrial e Comercial do Café (AICC).

Mais de 15 empresas nacionais juntaram-se hoje no Porto para o X Encontro Nacional dos Profissionais do Setor do Café, para discutir soluções para crescer nos mercados internacionais, aproveitando o ritmo de crescimento das exportações e o aumento do consumo de café a nível mundial (2,5%), onde apresentaram o selo de denominação do café expresso português, criado pela AICC, que permitirá distinguir o produto nacional dos restantes.

Portugal importa principalmente café verde, ou seja, não torrado, nem descafeinado, que posteriormente transforma, exportando sobretudo café torrado. O Vietname é o principal fornecedor de café verde, contribuindo com 12.400 toneladas das cerca de 46.300 importadas para Portugal no ano passado. Importou ainda 7.600 toneladas de café torrado, não descafeinado, ou seja café cuja torrefação é feita no estrangeiro.

Em 2015, Portugal exportou quase 11.800 toneladas de café (mais 4,15% do que em 2014), das quais mais de dez mil relativas a café torrado, num total de quase 63 milhões de euros (cerca de 52 milhões de euros de café torrado) que compara com menos de 57 milhões de euros registados em 2014.

Em declarações à Lusa, a secretária-geral da associação industrial do café, Cláudia Pimentel, afirmou que os produtores acreditam que “vai manter-se este valor de exportações” no futuro, considerando que para isso contribuirá a tendência de crescimento verificada no mercado asiático, mas também na Europa, com vários países a transformarem o consumo habitual de café de saco em café expresso, o produto que os produtores portugueses mais comercializam.

“Também contribui para isso as máquinas de café mais limpas, que estão a introduzir café em países que não tinham esse hábito, ao facilitarem beber o café, mas também pelo fim do mito de que o café faz mal à saúde”, acrescentou.

Questionada sobre em quais os países antevê maiores crescimentos, Cláudia Pimentel não quis fazer prognóstico, mas voltou a referir que os países asiáticos como China ou Coreia do Sul, que tradicionalmente bebem chá, deverão continuar a aumentar o consumo do café.

“Temos um café com qualidade e caraterísticas específicas e valorizadas, não só por nós portugueses mas também pelos estrangeiros que visitam Portugal. Esta vaga de turismo beneficia o setor do café”, afirmou a líder da Associação Industrial e Comercial do Café.

Cláudia Pimentel referiu ainda algumas das atividades desenvolvidas pela associação durante o último ano, que passaram muito pela desmistificação de que o café faz mal à saúde, “fizemos vários trabalhos com médicos, enfermeiros, estudantes na área de saúde e também com a população em geral, e com resultados, uma vez que o consumo tem subido”.

Para este ano, a AICC vai apostar na marca portuguesa, “estaremos presentes numa maior feira internacional agroalimentar, iremos ainda fazer o lançamento da marca em Londres, vamos promover ações de degustação de café em Portugal e estamos a tentar encontrar parcerias para poder fazer o mesmo noutros países”. Além disso, “queremos estar presentes em feiras de outros produtos, como por exemplo a do calçado, com os empresários portugueses”.

A questão da saúde vai continuar com a presença em vários congressos e ainda o trabalho com a Direção Geral de Saúde para a diminuição de açúcar nos pacotes que acompanham o café.

 

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