Comércio internacional

Exportações com quebra de 17% na primeira metade do ano

Trabalhos de descarga de contentores no Porto de Sines, 12 de fevereiro de 2020. TIAGO CANHOTO/LUSA
Trabalhos de descarga de contentores no Porto de Sines, 12 de fevereiro de 2020. TIAGO CANHOTO/LUSA

Em junho, afundamento nas vendas ao exterior reduziu-se para 10%, depois de ter estado em 39% em maio.

A crise da covid-19 derrubou 17,1% do valor das exportações portugueses na primeira metade do ano, comparando com o mesmo período do ano passado, apontam as estatísticas do comércio internacional publicadas esta sexta-feira pelo INE. Apesar de tudo, o rombo dos primeiros meses da pandemia é diminuído no último mês do semestre, com as quebras a reduzirem-se a 10,1% depois de terem atingido os 38,7% em maio e 41% em abril.

Segundo o INE, a redução de exportações no mês de junho mais atenuada é sobretudo influenciada por uma quebra de 13% fornecimentos industriais a Espanha e Alemanha, mas com recuperação nas vendas de máquinas à Alemanha (3,5%) e de produtos alimentares a Espanha e Reino Unido (4,6%).

Até junho, o valor de vendas de bens ao exterior neste ano atinge os 25,2 mil milhões de euros, menos 5,2 mil milhões que o valor acumulado na primeira metade do ano passado.

Os dados do INE mostram, por outro lado, quebras mais profundas nas importações, com as compras ao exterior no primeiro semestre 19,7% abaixo do valor do mesmo período do ano passado. Até junho, Portugal importou bens no valor de 32,6 mil milhões de euros, menos oito mil milhões que há um ano.

Em junho, a quebra de importações foi também já diminuída, mas não na mesma medida da que se verificou nas exportações, sendo de 23,1% (39,8% em maio, tal como em abril).

A redução mais profunda nas compras portuguesas ao exterior resulta numa redução em 28% do défice da balança comercial na primeira metade do ano, por comparação com o primeiro semestre de 2019. Atinge 7,5 mil milhões de euros, menos 2,8 mil milhões de euros que há um ano.

Para 2020, o governo antecipa uma redução de 15,4% nas exportações totais, sentida sobretudo nos serviços do turismo, seguida de um crescimento de 8,4% em 2021. No ano passado, o valor exportado aumentou 3,7%. A Organização Mundial do Comércio prevê para este ano uma quebra de 13% nas trocas mundiais num cenário otimista, e que poderá chegar aos 32% nas condições mais adversas.

Atualizado às 11h48

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