Exportações de azulejos e pavimentos cerâmicos crescem em 2012

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Com as vendas de azulejos e pavimentos cerâmicos em queda já há vários anos, no mercado interno, não é de admirar que o número de fabricantes tenha acompanhado a tendência e seja, hoje, menor. O que é curioso é que há menos 40% de empresas e menos 600 postos de trabalho, mas o tamanho médio dos operadores cresceu. O número médio de efetivos, por empresa, é de 104 empregados, quase 30 mais do que em 2008.

Os dados são de um estudo setorial da DBK e que mostram uma “crescente internacionalização” da atividade dos fabricantes portugueses de azulejos e pavimentos cerâmicos, uma consequência natural da diminuição do mercado interno e da “deterioração” da procura.

Basta vermos que, em 2012, o mercado nacional valeu 155 milhões de euros, o que representa uma quebra de 12,4% face ao ano anterior. O que é significativo se tivermos em conta que, em 2011, a contração das vendas fora já de 19%.

Em contrapartida, as exportações cresceram 2%, para um total de 256 milhões de euros e representando 67% da produção total nacional. Em 2009, só eram destinados aos mercados externos 57,6% das vendas.

França é o principal destino das exportações do setor, com uma quota de quase 40%. Destacam-se, ainda, os mercados angolanos e espanhol, apesar da “evolução negativa”, nos últimos anos, deste último destino.

Os últimos dados disponíveis em termos de dimensão e estrutura da oferta são de 2011, e mostram que há 39 empresas a operar (contra as 62 que existiam em 2008) e que dão emprego a pouco mais de quatro mil pessoas (versus 4.677 em 2008).

Do ponto de vista geográfico, diz a DBK que a atividade produtiva apresenta uma “notável concentração” no distrito de Aveiro, no qual se localizam “mais de 60% dos principais fabricantes”.

Dados que não podem ser isolados da forte crise com que se debate o setor da construção, quer ao nível residencial quer não residencial, e que se arrasta já há mais de uma década.

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