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Défice comercial português aumenta 7% até maio

António Costa, primeiro-ministro, numa empresa em Paredes de Coura. Fotografia: Estela Silva/LUSA
António Costa, primeiro-ministro, numa empresa em Paredes de Coura. Fotografia: Estela Silva/LUSA

Portugal importa mais 5,8 mil milhões de euros do que exporta, indica o INE. Exportações para UE sobem 9,4%, para fora da UE caem 3,1%.

As exportações de mercadorias aumentaram 6,2% e as importações 6,3% no período de janeiro a maio comparativamente aos mesmos cinco meses do ano passado, revelou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Esta dinâmica fez com que o défice comercial se agravasse em 7% face a igual período de 2017. Isto é: segundo cálculos do Dinheiro Vivo, Portugal importa agora mais 5,8 mil milhões de euros do que exporta. Há um ano, esse desequilíbrio estava nos 5,4 mil milhões.

As vendas de bens aos países da União Europeia subiram 9,4%, reforçando uma tendência que já não é recente, enquanto para fora da UE caíram 3,1%, mostram os novos dados oficiais.

No Programa de Estabilidade, de abril, o governo projetou um aumento real das exportações totais (incluindo serviços) de 6,3% e igual ritmo para as importações globais. Em junho, o Banco de Portugal estimou 5,5% e 5,7%, respetivamente.

Exportações estáveis, importações abrandam

A referida subida homóloga das exportações, na ordem dos 6,2%, fica em linha com o verificado até abril, mas nas importações nota-se uma desaceleração já que, em termos acumulados e até abril, as compras ao estrangeiro estavam a subir 8,1%.

Menos compras significa menor pressão sobre o défice comercial: estava a aumentar 16,5% em abril e agora está a subir os tais 7%. Em todo o caso, esta défice é agora 400 milhões de euros maior do que há um ano.

O INE, que faz uma análise estritamente mensal deste indicadores, diz que “em ambos os fluxos se denota uma significativa desaceleração face às variações homólogas registadas no mês anterior”. Isto é havia “efeitos de calendário, já que abril de 2018 teve mais dois dias úteis que abril de 2017”. Em contrapartida, maio de 2018 teve menos um dia útil do que maio do ano passado, observa o instituto.

Em termos acumulados, isso não afetou o andamento das exportações, mas ajudou a provocar a tal forte desaceleração das importações.

Espanha, França e Alemanha compram mais

Para Espanha, que continua a ser, como sempre, o maior cliente das vendas nacionais, as exportações avançaram 5,4% no período em análise. Para França, o segundo destino, as vendas tiveram um incremento de 9,9%. A Alemanha, o terceiro maior destino, comprou mais 10,8% do que em janeiro-maio de 2017.

A principal exportação portuguesa — produtos transformados da indústria, cujo valor ascendeu a 7,2 mil milhões de euros em vendas — aumentou 2%. O segundo maior grupo, as peças e acessórios para automóveis e outros veículos, avançou 7% em termos homólogos em janeiro-maio, para um total de 2,5 mil milhões de euros vendidos.

(atualizado às 12h45)

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