Economia

Exportações e investimento são prioridades para o novo presidente da AICEP

O presidente do AICEP, Luís Castro Henriques
ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O presidente do AICEP, Luís Castro Henriques ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O novo presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, disse que a aposta nas exportações e a captação de mais investimento são as grandes prioridades.

Mais investimento e mais exportações. Estas são as grandes prioridades da nova direção da AICEP, liderada por Luís Castro Henriques, que esta segunda-feira tomou posse prometendo apresentar, em breve, o plano estratégico da instituição. Mas desde já o novo presidente garante que os dois eixos prioritários se centram em “reforçar ainda mais” o posicionamento de Portugal nos radares dos investidores internacionais e apoiar o tecido empresarial.

“Apresentaremos em breve o nosso plano estratégico. Posso garantir que reforçar ainda mais o posicionamento de Portugal nos radares dos investidores internacionais e apoiar o tecido empresarial serão, sem dúvida, os dois eixos prioritários. Os objetivos são claros e são captar mais e melhor investimento e continuar a potenciar as exportações”, disse Luís Castro Henriques.

O novo presidente da AICEP sublinhou que há muitos investimentos em perspetiva e que o pipeline [projetos em carteira] é sólido, “com muitos projetos que irão ser assinados este ano”, destacando que “a palavra chave é a diversificação” e a necessidade das empresas portuguesas adotarem “uma postura cada vez mais diversificada no mercado internacional”.

Jorge Costa Oliveira, secretário de Estado da Internacionalização, falou num pipeline de projetos em carteira de mil milhões de euros, lembrando que “muito do atual caudal de investimento não é imediatamente percetível”. O governante destacou o facto de, em 2016, terem sido assinados “vários contratos de investimento produtivo de valor relevante e geradores de emprego”, nomeadamente da Bosh, Embraer, Bial ou Portucel.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, falou sobre as funções e os desafios da AICEP e caracterizou o contexto em que a nova administração deste organismo vai atuar. “Vivemos hoje o fim do ciclo de ajustamento que tivemos de fazer. É visível algum sinal de retoma, em relação à qual não podemos ficar apenas numa situação passiva ou de contentamento exagerado. Há sinais de retoma muito importantes, mas é preciso puxar por esses sinais e fazer com que a retoma económica seja um ciclo de crescimento económico robusto e sustentado”, constatou.

Por outro lado, aludiu também às “múltiplas incertezas no ambiente internacional”, a nível económico e político-institucional e dirigiu uma série de pedidos à nova administração da AICEP, entre eles, que acompanhe os efeitos do ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia) também no domínio de captação do investimento, que se debruce sobre as perspetivas e oportunidades de consolidação dos programas de imersão de jovens quadros no mundo empresarial internacional e que melhore a articulação, “o casamento”, das abordagens em termos de mercados e setores.

A aposta da nova equipa nas exportações e na captação de investimento merece o aplauso das associações empresariais. O presidente da AEP, destaca que o país “precisa de um forte crescimento das exportações, por isso, é importante divulgar os nossos produtos e serviços além-fronteiras, bem como trazer a Portugal os nossos potenciais compradores, porque é primordial mostrar as nossas fábricas, dar a conhecer as nossas infraestruturas e as nossas pessoas”. Paulo Nunes de Almeida sublinha ainda: “É muito importante que a AICEP e todos os agentes económicos se reúnam em torno do desígnio nacional de colocar as exportações a representar mais de 50% do PIB nacional”.

Já José Eduardo Carvalho, presidente da AIP, considera que são quatro as áreas a que a AICEP terá de dar atenção no futuro, com desta para a cooperação. Para o presidente da AIP, é necessário conceber “ações especificas” para reforçar a capacidade exportadora das empresas com intensidade exportadora (exportações sobre volume de vendas) inferior a 40%, bem como promover uma melhor articulação das iniciativas de promoção externa. “Dezenas de entidades, associações e empresas desenvolvem ações nos mesmos mercados sem qualquer articulação e planeamento. Para contornar este constrangimento, a AIP vai apresentar pela primeira vez em Portugal uma candidatura em co-promoção com as associações empresariais, onde os mercados e os setores estão definidos e articulados entre estas entidades. Creio que será o caminho que todos terão de seguir, de forma a otimizar os parcos recursos existentes”, defende.

José Eduardo Carvalho pede, ainda, “tratamento atento e empenhado” da AICEP à cooperação entre grupos empresariais portugueses, fortemente internacionalizados, e as PME e, por fim, um” reforço do papel da AICEP e dos seus recursos” na captação de investimento estrangeiro.

Luís Castro Henriques, até agora vogal executivo da AICEP, substitui Miguel Frasquilho. Terá como vogais executivos António Carlos Silva, João Paulo Salazar Dias, Maria Madalena de Sousa Monteiro Oliveira e Silva e Maria Manuel Prado de Matos Aires Serrano.

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