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Exportações para a Alemanha ultrapassaram os 9 mil milhões de euros em 2017

Fotografia: João Girão/Global Imagens
Fotografia: João Girão/Global Imagens

Segundo as estatísticas oficiais, o número de empresas portuguesas a exportar para a Alemanha aumentou de 2.853 em 2012 para 3.095 em 2016.

A Alemanha é o maior investidor industrial em Portugal e o terceiro maior cliente das exportações nacionais, de acordo com dados oficiais económicos fornecidos esta terça-feira à agência Lusa pelo executivo português.

O país, cujo Governo é liderado por Angela Merkel, que realiza a partir de quarta-feira uma visita oficial de dois dias a Portugal, é também o segundo maior fornecedor das importações nacionais.

No que respeita à dimensão dos investimentos germânicos em Portugal, a Autoeuropa de Palmela ocupa lugar de destaque, numa conjuntura em que a multinacional Volkswagen já anunciou em abril passado a instalação de um centro de desenvolvimento de software em Lisboa.

Em 2017, a Alemanha ocupou o terceiro lugar (10,7%) no ranking de clientes de Portugal e manteve o segundo lugar (13,0%) como fornecedor de bens e serviços do mercado português.

Por sua vez, as exportações portuguesas de bens e serviços para a Alemanha ultrapassaram os nove mil milhões de euros em 2017 (8,3 mil milhões em 2016) e as importações os 10,4 mil milhões de euros (9,1 mil milhões em 2016).

De acordo com os mesmos dados, nos dois primeiros meses do corrente ano, em termos homólogos, as exportações de bens e serviços aumentaram cerca de 12% (1,5 mil milhões de euros) e as importações 13% (1,8 mil milhões de euros). O saldo negativo da balança comercial rondou os 357 milhões de euros.

Em 2016, as empresas portuguesas que exportaram para a Alemanha, superaram as três mil – número que tem vindo a crescer de forma progressiva (eram 2.853 em 2012).

Entre as dez maiores empresas exportadoras portuguesas estão três com capital alemão: a Bosch Car Multimedia, a Continental Mabor e Volkswagen (Autoeuropa).

Para o Governo português, “o desenvolvimento de setores de alta tecnologia em Portugal, como as indústrias automóvel e aeronáutica, mecânica e eletrónica, moldes industriais, energias renováveis e empresas de tecnologia de informação e comunicação, reforça o potencial para uma maior cooperação entre os dois países, proporcionando condições para o reforço das relações económicas bilaterais e para o crescimento e desenvolvimento económico dos respetivos tecidos empresariais”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de empresas portuguesas que exportaram para o mercado alemão aumentou de 2.853 em 2012 para 3.095 em 2016.

Já no que respeita à balança comercial de serviços, nos primeiros dois meses deste ano, reforçou-se o saldo favorável a Portugal, com as exportações a aumentarem cerca de 16% e as importações a subiram apenas 10%.

Por tipo de serviço, as viagens e o turismo são responsáveis por quase 60% do total das exportações de serviços para a Alemanha.

Por sua vez, a comunidade portuguesa residente na Alemanha atingiu o seu número mais elevado em 2017 – ano em que ascendeu a mais de 146 mil pessoas -, na sequência de um crescimento muito significativo ao longo da última década.

No plano da difusão da língua e cultura portuguesa na Alemanha, o Instituto Camões abriu, em 2016, um espaço cultural em Berlim que “dispõe de autonomia administrativa”, o que, para o executivo nacional, “confere novas possibilidades operativas à ação cultural externa de Portugal na Alemanha”.

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