Economia

Importações crescem a mais do dobro do ritmo das exportações até setembro

Portos querem aumentar capacidade

Exportações sobem 5,8% e importações 13,2% em setembro, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

As exportações de bens aumentaram 5,8% e as importações subiram 13,2% em setembro face ao mesmo mês de 2018, recuperando da quebra de 4,5% registada em ambos os fluxos em agosto, divulgou hoje o INE.

Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional do Instituto Nacional de Estatística INE, “destacam-se os acréscimos nas exportações e importações de ‘material de transporte’ (+19,8% e +30,1%, respetivamente) e nas importações de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+40,4%)”.

Excluindo os ‘combustíveis e lubrificantes’, em setembro as exportações aumentaram 7,2% e as importações cresceram 10,3% (-0,1% e +4,0%, respetivamente, em agosto de 2019).

No mês em análise, o défice da balança comercial de bens atingiu 1.802 milhões de euros, mais 518 milhões de euros do que no mês homólogo de 2018, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo foi negativo em 1.195 milhões de euros, deteriorando-se em 234 milhões de euros face a setembro de 2018.

No terceiro trimestre de 2019, as exportações e as importações aumentaram 1,2% e 6,3%, respetivamente, face ao mesmo período de 2018 (-3,6% e +0,5%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em agosto de 2019).

De acordo com o INE, em termos das variações homólogas mensais, o aumento de 5,8% das exportações e de 13,2% das importações em setembro “foi principalmente resultado da evolução registada no comércio intra-UE (+5,6% nas exportações e +13,1% nas importações).

Relativamente às variações face ao mês anterior, “em setembro de 2019 as exportações aumentaram 29,0% (-28,6% em agosto de 2019) e as importações cresceram 23,3% (-24,2% em agosto de 2019)”, com as variações registadas em ambos os fluxos a serem “também resultado principalmente da evolução do comércio intra-UE (+35,7% nas exportações e +22,4% nas importações)”.

Segundo o INE, “os aumentos verificados face ao mês anterior podem estar em parte relacionados com a recuperação da atividade por algumas empresas após registarem paragens para férias no mês de agosto”.

Numa análise por grandes categorias económicas de bens, em setembro face ao mês homólogo de 2018,” os maiores acréscimos registaram-se nas exportações e nas importações de ‘material de transporte’ (+19,8% e +30,1%, respetivamente) e também nas importações de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+40,4%)”.

Já o acréscimo do ‘material de transporte’ em ambos os fluxos resultou principalmente dos aumentos de ‘outro material de transporte’ (maioritariamente aviões).

Nas importações, o INE nota que o acréscimo de ‘combustíveis e lubrificantes’ “refere-se essencialmente a ‘produtos transformados’, justificado em parte com o encerramento para manutenção da refinaria de Sines na primeira quinzena de setembro”.

Esta paragem na refinaria, refere, “terá também contribuído para o decréscimo de 18,2% nas exportações de ‘combustíveis e lubrificantes’ (o único decréscimo na globalidade das grandes categorias económicas em ambos os fluxos)”.

Tendo em conta os principais países de destino em 2018, destacam-se em setembro de 2019 os acréscimos nas exportações para a Alemanha (+11,8%) e para França (+9,4%).

Já no que se refere às importações, os principais aumentos registaram-se nos fluxos provenientes de Espanha, França e Alemanha (+8,6%, +33,8% e +14,3%, respetivamente), sobretudo de ‘combustíveis e lubrificantes’ de Espanha e de ‘material de transporte’ de França e Alemanha.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Foto: Paulo Spranger (Global/Imagens)

Fisco deteta erro em 10.000 declarações de IRS e exige devolução de 3,5 milhões

Foto: Paulo Spranger (Global/Imagens)

Fisco deteta erro em 10.000 declarações de IRS e exige devolução de 3,5 milhões

João Cadete de Matos, presidente da Anacom

Fotografia: Vítor Gordo/D.R.

Anacom “considera essencial” redução de preços no acesso à Internet

Outros conteúdos GMG
Importações crescem a mais do dobro do ritmo das exportações até setembro