ExxonMobil usou Europa para negociar com o Irão sob sanções dos EUA

A petrolífera ExxonMobil estabeleceu uma relação comercial com o Irão quando o candidato a secretário de Estado dos EUA era dos principais dirigentes.

A petrolífera norte-americana ExxonMobil estabeleceu uma relação comercial com o Irão quando o candidato a secretário de Estado, Rex Tillerson, era um dos principais dirigentes da empresa, revelou hoje o diário USA Today.

Segundo este meio, a ExxonMobil negociou com Irão, Síria e Sudão através da Infineum, uma filial europeia, em 2003, 2004 e 2005, anos em que os EUA tinham imposto sanções a estes três países, por os considerar apoiantes do terrorismo.

A informação foi retirada de documentos bolsistas e indica que a subsidiária da ExxonMobil fez vendas ao Irão de 53,2 milhões de dólares (50,2 milhões de euros), ao Sudão de 600 mil dólares e à Síria de 1,1 milhões de dólares.

O USA Today informou que esta informação foi recolhida pelo grupo de investigação política American Bridge, associado ao Partido Democrático.

A ExxonMobil defendeu-se destas acusações, alegando que as transações feitas com Irão, Síria e Sudão eram legais, uma vez que a Infineum tinha a sua base na Europa e que nas transações não tinham participado cidadãos dos EUA.

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