Facebook vai ativar 'Safety Check" em outros atentados ou desastres

Depois dos atentados de Paris, o Facebook já alterou a sua política de forma a permitir que os utilizadores confirmem se estão bem noutras situações de perigo.

O Safety Check, que em Portugal tem o nome de Centro de Segurança do Facebook, ajudou a tornar pública a segurança de várias pessoas - amigos - que estavam em Paris durante os atentados. E, perante a forte procura, Zuckerberg já alterou a política da rede social que criou para permitir que mais pessoas, em outros atentados ou calamidades possam descansar os seus entes queridos.

Há muito que o Facebook utiliza este mecanismo de segurança, mas só na sexta-feira, 13 de novembro, a tornou pública para que os utilizadores da rede social pudessem "marcar amigos como seguros se souberes que estão bem", as pessoas mais próximas.

Ficou online poucos minutos depois de se ouvirem as primeiras notícias sobre os atentados de Paris e foi muito utilizada por pessoas de todo o mundo. No entanto, as críticas surgiram imediatamente porque não tinha sido disponibilizada, um dia antes, depois do duplo suicídio que matou 43 pessoas e feriu outras 250, em Beirute.

Entre os críticos estava Joey Ayoub um conhecido blogger libanês cujo post foi partilhado milhares de vezes. Dizia Ayoub que para o Facebook as mortes de Beirute valiam menos do que as de Paris.

O Facebook rapidamente veio dizer que o Safety Check foi ativado apenas na sexta-feira para uma razão que não fosse um desastre natural e que aquele dia simbolizava a introdução da nova ferramenta. "Até ontem, a nossa política apenas permitia ativar o Safety Check para desastres naturais. Já fizemos a alteração e planeamos ativar futuramente o Safety Check em outros incidentes humanos", afirmou Zuckerberg num post colocado no Facebook.

"Obrigado a todos os que colocaram questões e mostraram preocupação. Estão certos, há muitos outros conflitos importantes no mundo. Preocupamo-nos com todas as pessoas de forma igual e vamos trabalhar para ajudar os que estão a sofrer nestas situações da melhor forma que conseguirmos".

 

 

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