Coronavírus

Faculdades de Medicina do Porto e Minho exigem dados ao Estado sobre Covid-19

Carlos Oliveira, membro do Conselho Europeu de Inovação, é um dos subscritores do apelo.
Fotografia: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
Carlos Oliveira, membro do Conselho Europeu de Inovação, é um dos subscritores do apelo. Fotografia: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

Subscritores apelam à "disponibilização imediata à comunidade científica de todos os microdados sobre doentes suspeitos de Covid-19 em Portugal.

As faculdades de Medicina do Porto e do Minho apelam ao Estado para que disponibilize, no imediato, dados relevantes sobre suspeitos de terem o novo coronavírus (Covid-19). O documento foi publicado na segunda-feira mas até agora não houve qualquer resposta. Até agora, há 785 casos confirmados de Covid-19 em solo português.

“No atual contexto de crise, torna-se imperioso que a comunidade científica tenha acesso a microdados relevantes que permitam aos investigadores nacionais desenvolver atividades de investigação que possam ajudar a compreender, e quem sabe ajudar a minorar, os impactos do Covid-19 em Portugal”, referem os subscritores deste apelo, dirigido sobretudo ao Ministério da Saúde e Ministério da Ciência e do Ensino Superior.

Por não existirem dados, “está a ser desperdiçado tempo que pode ser crucial para que seja efetuado trabalho de análise. Na realidade, nem existe uma lista conhecida pela comunidade científica dos dados existentes (meta-dados) que possa originar pedidos concretos de acesso a dados às entidades competentes”. Assim que estes dados forem disponibilizados, será possível encontrar recursos para que, em poucos dias, sejam disponibilizados às instituições hospitalares.

Ao abrigo do regime de dados abertos, é pedido o acesso, por exemplo, aos registos de chamadas ao serviço SNS 24, à linha de apoio aos médicos. Também se pretende saber os resultados de execução de testes à Covid-19, assim como dados de medicação dos últimos três meses e também de vacinação.

O apelo é subscrito por Nuno Sousa, presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho, Nuno Sousa; Altamiro da Costa Pereira, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; Carlos Oliveira, do Conselho Europeu de Inovação; Ricardo João Cruz Correia – Fundador do Mestrado em Informática Médica da Univ. Porto; Pedro Morgado – Vice-Presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho; Pedro Pereira Rodrigues – Director do Programa Doutoral em Health Data Science, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; Bernardo Sousa Pinto – Professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde; João Fonseca – Médico Imunoalergologista e Director do Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; Pedro M Teixeira – Professor e Investigador em Saúde das Populações da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

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