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Faliram menos 122 empresas desde o início do ano em Portugal

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Há menos empresas a pedir falência. Só este ano foram menos 122 comparativamente ao ano passado. Uma tendência que se tem vindo a verificar desde 2013.

A nível nacional, desde o início deste ano até abril, 1395 empresas foram declaradas insolventes nos tribunais (14 por dia, em média), uma queda de 8,04% face ao ano anterior. Os números são do Instituto Informador Comercial (IIC), uma consultora de gestão de crédito que faz o cálculo diário de insolvências de empresas e singulares, através dos despachos do Diário da República.

“O contexto para as empresas portuguesas melhorou nos últimos meses, sobretudo desde meados de 2012. Até então, as empresas foram fortemente penalizadas por contração na procura, agravamento da carga fiscal e dificuldades no financiamento, seja em termos de acesso seja de preço”, explicou Filipe Garcia, economista da consultora Informação de Mercados Financeiros (IMF), ao Dinheiro Vivo.

E terão sido estas melhorias que permitiram melhorar, ou pelo menos estabilizar, as insolvências de empresas em Portugal, explicou o economista.

No entanto, “devemos ter sempre reservas em ler estes números olhando apenas para o número de falência. Isto porque a criação e destruição de empresas têm muitas vezes origem em contextos fiscais ou casuísticos”, alertou Filipe Garcia.

Descidas em Lisboa e Porto

Lisboa e Porto representam quase metade das insolvências das empresas (43% do total). Em todo o caso, em ambas as regiões registou-se uma queda do número de empresas que faliram. No caso de Lisboa, foram 315 empresas declaradas insolventes, o que representa uma queda de 26,9% face ao mesmo período do ano passado.

Na região do Porto a tendência também foi de queda, o que já se vinha a verificar desde 2013, embora menos expressiva. Foram 284 as empresas que faliram até abril deste ano, o que representa uma queda de 9,3% face ao ano passado.

Em termos relativos as descidas de insolvências mais acentuada verificaram-se nos Açores (-35,3%) e Bragança (-33,3%).

Apesar de, a nível nacional, se ter verificado uma queda, algumas regiões ainda não conseguiram inverter a tendência e registaram um aumento do número de insolvências. As regiões onde se verificaram o maior aumento de falências de empresas foram: Portalegre (37,5%), Setúbal (28,05%) e Vila Real (21,05%).

Analisando por sector de atividade, o comércio a retalho (excepto de veículos automóveis e motociclos) continua a ser aquele que apresenta o maior número de empresas que decretaram falência (212). E ao contrário da maioria dos sectores que registaram um decréscimo, o comércio a retalho continua a ressentir-se e verificou um aumento de quase 1% das falências empresariais.

Por sua vez, a promoção imobiliária e construção edifícios – que também tem um peso relevante (150) nas insolvências – registou uma queda de 15,7%, mantendo assim a tendência decrescente desde 2013, altura em que faliram, no mesmo período, 208 empresas deste sector.

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