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Falta de combustível com impacto na atividade seguradora

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APS realça que a atividade das empresas que representa está a ser afetada, no que respeita à prestação de assistência a veículos e a pessoas.

O impacto da greve dos motoristas de veículos de transporte de matérias perigosas chegou ao setor segurador, porque a falta de combustível está a limitar a prestação de assistência, alerta Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Em comunicado hoje divulgado, a APS realça que a atividade das empresas que representa está a ser afetada, no que respeita à prestação de assistência a veículos e a pessoas, por exemplo, em caso de acidente ou avaria, devido à falta de combustível dos veículos rebocadores e dos veículos de transporte de pessoas que necessitam de assistência.

As empresas de seguros adiantam que estão a fazer tudo “no sentido de minimizar o mais possível os incómodos que decorrem desta greve”.

Mas advertem que o prolongamento da paralisação tenderá a condicionar ainda mais a possibilidade de prestação da assistência a quem precisa.

No mesmo documento, a associação lamenta a limitação da atividade e pede a compreensão dos clientes para uma situação à qual é alheia.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Na terça-feira, gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustíveis, provocando o caos nas vias de trânsito.

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) informou hoje que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas “praticamente” com a rede esgotada.

O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o sindicato, foram definidos os serviços mínimos.

Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.

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